Enquanto o mercado tradicional celebra as máximas históricas (ATH) do ouro a US$ 5.100 e da prata a US$ 115 por onça troy, uma análise mais profunda revela que o verdadeiro movimento assimétrico pode estar apenas começando no bitcoin.
Conforme o professor brasileiro Renato 38 (Trezoitão) destacou na segunda-feira (26) que, apesar do brilho dos metais, o Bitcoin (BTC) rompeu uma barreira técnica crucial: a média móvel de 200 semanas (200wma) precificada em ouro.
Esta é apenas a terceira vez na história que o ativo digital supera essa marca contra o metal amarelo, um sinal que historicamente precede ciclos de acumulação agressiva e valorização exponencial do Bitcoin frente às commodities tradicionais.
Os dados levantados mostram uma discrepância de eficiência entre as reservas de valor. Isso porque, nos últimos 16 anos, o Bitcoin superou a valorização dos metais em 11 ocasiões (contra apenas 5 dos metais, já contando 2026).
“Quem tende a valorizar no longo prazo? Qual a hierarquia de escassez entre BTC, ouro e prata?“, questionou Trezoitão em sua análise pelo X.
Embora a prata tenha subido 5,43% ao ano e o ouro 6,47% desde 1978, esses números mal cobrem a expansão da base monetária (inflação real) e perdem para índices de ações como SP500 e Nasdaq, pontuou o professor.
Para o Bitcoin igualar o valor de mercado (Market Cap) do ouro hoje, ele precisaria aumentar mais de 20 vezes, o que demonstra o tamanho potencial de crescimento disponível para a escassez matemática absoluta do BTC frente à escassez física (mas inflacionável via mineração) do ouro.
Cenário macro desenha situação interessante ao bitcoin, indica Trezoitão
Com o Polymarket precificando em 77% a chance de um shutdown (paralisação) do governo americano em janeiro e a ameaça de guerras comerciais com a União Europeia, os bancos centrais globais estão desovando títulos do Tesouro americano (Treasuries) para comprar ouro, apontou o brasileiro.
No entanto, a análise sugere uma saída estratégica para os Estados Unidos, descrita como um possível “Genius Act”. O governo americano permitiu a explosão das stablecoins (dólares digitais) para absorver a demanda por títulos que os governos estrangeiros estão vendendo.
A cartada final, sugerida por legisladores e ecoada na análise, seria os EUA venderem uma fração (10%) de suas gigantescas reservas de ouro para comprar Bitcoin.
Ao fazer isso, a maior potência econômica do mundo embolsaria o lucro que seus concorrentes (como China e Rússia) tiveram acumulando ouro, e migraria para o ativo mais escasso, “obliterando” quem apostou apenas nos metais.
“A saída para obliterar quem acumulou ouro e prata vai ser desovar reservas para acumular BTC? Ou nem vai ser necessário isso, pois soluções privadas vão inflacionar ouro e prata – de papel em mercados legacy e sintéticos hiper colateralizados em BTC nas nuvens?“, finalizou em sua análise.
Por fim, o alerta fica para o futuro do mercado de metais. Enquanto o Bitcoin é auditável em tempo real na blockchain, o ouro e a prata sofrem com a venda de certificados de papel que não possuem lastro físico real.
Ouro 5100$ e prata 115$ em ATH.
Prata valeu menos que o BTC e agora vale quase 4x mais.
Para BTC igualar o valor total de mercado do ouro precisa aumentar mais de 20x
Em 16 anos de cotação de BTC em prata e ouro, os metais ganharam em BTC em 5 (contando 2026) e perderam em 11… pic.twitter.com/oyWAnkJEsk
— Renato 38 r38tao (@R38TAO) January 26, 2026
