Em conversa com o Livecoins nesta sexta-feira (30), Luiz Souza, brasileiro conhecido como Ceifador de Golpistas, revela que o golpe das falsas corretoras de bitcoins segue em alta no Brasil.
Segundo Souza, operações recentes como das empresas CNCPW e da Grecbex seguem ativas e buscando atrair brasileiros iludidos com falsas promessas de ganhos rápidos.
A captação de investidores começa com falsos grupos de WhatsApp, em que supostos especialistas indicam as plataformas com ofertas de criptomoedas promissoras. A abordagem passa confiança após supostas análises do mercado financeiro que mostram certa experiência com o assunto dos falsos administradores.
As plataformas investigadas pelo Ceifador ainda pedem depósitos apenas em USDT, a stablecoin emitida pela Tether. Para isso, as vítimas recebem instruções de criar contas em corretoras de bitcoin verdadeiras, para depois sacar para as plataformas falsas em busca de “oportunidades únicas”.
Quando tentam sacar valores, os golpistas começam a pedir mais dinheiro para liberar os saques, até que somem e deixam de lado qualquer suporte.
Para Souza, os golpes das falsas corretoras tem uma ligação próxima com as centrais de golpes asiáticas, muitas que atraem brasileiros por meio de tráfico humano para trabalhar como escravos.
“O modus operandi frequentemente se inicia de forma sutil. Anúncios em redes sociais como Instagram e Facebook convidam interessados para grupos de estudo sobre investimentos, geralmente comandados por figuras carismáticas que se apresentam como “professores” ou “especialistas” do mercado financeiro“, indicou o Ceifador em artigo pelo LinkedIn.
Operação Mirage pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul no início de 2026 começou a mostrar as operações das falsas corretoras de criptomoedas mirando brasileiros
No dia 13 de janeiro, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) deflagrou a Operação Mirage para acabar com o golpe da falsa corretora de criptomoedas no Brasil. O esquema da exchange BitSaci Crypto Group, que não existe de fato, e ainda não acabou mesmo com a operação deflagrada.
Desde 2024, o Ceifador de Golpistas pesquisa a empresa em várias jurisdições e apura que, embora ofereça a imagem de uma empresa regulada, não há nenhuma oferta regulamentada no mundo com o nome.
Assim, mandados cumpridos pela PCRS em São Paulo e Goiás revelaram parte da trama, bloqueou contas bancárias, criptomoedas e itens de luxo dos investigados.
Tudo indica que o golpe das falsas corretoras tem deixado brasileiros em apuros financeiros, ao roubar tudo com falsas promessas de ganhos rápidos com criptomoedas.
O novo modelo de “abate de porcos” já chama atenção das autoridades, que seguem investigando as novas empresas e possíveis ligações com as centrais de golpes que operam do exterior.
