Estado dos EUA avalia autorizar investimento de até 10% das reservas estaduais em Bitcoin

Projeto de Lei 1155, apresentado em janeiro de 2026, define regras para custódia segura, chaves privadas e uso de ETFs para alocação de fundos públicos em Dakota do Sul

Um novo projeto de lei apresentado na Legislatura da Dakota do Sul (EUA) pretende autorizar oficialmente o estado a investir parte de seus fundos públicos em Bitcoin (BTC).

O “House Bill 1155”, apresentado pelo deputado Manhart na terça-feira (27), propõe alterar a legislação atual para incluir a maior moeda digital descentralizada do mercado como uma classe de ativo permitida para gestão do Tesouro estadual.

A proposta estabelece que o Conselho de Investimentos do Estado poderá alocar até 10% do dinheiro disponível para investimento em Bitcoin.

O texto define Bitcoin de forma precisa, referindo-se ao ativo nativo da rede blockchain descentralizada originada no bloco gênese de 3 de janeiro de 2009 e mantida pela cadeia com maior prova de trabalho acumulada (Proof of Work). Ou seja, não prevê acumulação de nenhuma altcoin ou stablecoins pelo estado.

Projeto de lei cita até a função de chave privada do bitcoin e prevê vários modelos de custódia diferentes

A medida insere o Bitcoin no rol de investimentos permitidos ao lado de títulos do Tesouro dos EUA, obrigações estatais e debêntures corporativas de alta classificação.

O texto também define “chave privada” como o elemento criptográfico único usado para assinar transações, conhecido apenas pelo proprietário.

O projeto não apenas libera a compra, mas impõe regras de segurança para a custódia do bitcoin, como a Direta realizada pelo próprio governo detendo as chaves privadas. Além disso, a Custódia Qualificada com bancos ou empresas reguladas com autorização para a atividade também podem manter a posse do tesouro.

Outro formato que projeto de lei ainda prevê é a acumulação de bitcoin via ETFs, terceirando novamente a custódia dos ativos aos emissores dos produtos financeiros.

Para a custódia direta, a lei exige o uso de ambientes criptografados e protegidos por hardware (chaves privadas em ambientes seguros), autenticação sem senha para movimentação e armazenamento em pelo menos dois data centers geograficamente distintos. Além disso, o sistema deve passar por auditorias regulares de código e testes de penetração.

Se aprovada, a lei colocará a Dakota do Sul na vanguarda dos entes federativos americanos que buscam diversificar suas reservas soberanas com ativos digitais escassos, seguindo uma tendência de adoção institucional crescente em 2026.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4).

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