PCDF apreende carteiras de criptomoedas de grupo que movimentou R$ 15 milhões

Operação em três estados contra cinco suspeitos

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou uma operação na terça-feira (10) para desarticular uma organização criminosa responsável pela lavagem de R$ 15 milhões nos últimos dois anos.

Agentes da Divisão de Falsificações e Defraudações (Difraudes) cumpriram mandados de prisão em três estados e apreenderam dispositivos de armazenamento de criptomoedas utilizados pelo bando para ocultar o capital ilícito.

Na nota divulgada pela autoridade policial, não fica claro se as carteiras cripto mantinham algum valor e se as chaves privadas também foram recuperadas. Além disso, a PCDF não informou quantos dispositivos estavam em posse dos criminosos.

As investigações apontam que os criminosos aplicavam fraudes contra uma plataforma de ensino e causaram um prejuízo estimado em R$ 1 milhão à empresa vítima. No atual curso da investigação, o nome dos suspeitos segue sob sigilo.

A ação policial ocorreu ao mesmo tempo nas cidades de Sertãozinho (SP), Contagem (MG), Aparecida de Goiânia (GO) e Trindade (GO) com o objetivo de estancar as atividades financeiras do grupo.

As equipes policiais efetuaram a prisão de cinco suspeitos e executaram quatro mandados de busca e apreensão durante as diligências interestaduais.

Os peritos recolheram dois carros, uma motocicleta, computadores e diversos pen-drives contendo dados sensíveis sobre as transações da quadrilha. Os investigadores também confiscaram dispositivos cripto e R$ 12 mil em espécie encontrados em posse dos alvos.

Cooperação policial e foco na lavagem de dinheiro

A Divisão de Falsificações e Defraudações do DF coordenou os trabalhos com o apoio tático das Polícias Civis de São Paulo e de Minas Gerais para garantir o sucesso das incursões.

O inquérito busca agora analisar o material digital apreendido para rastrear o caminho dos ativos virtuais e identificar outros possíveis beneficiários do esquema de lavagem de capitais e possível utilização de laranjas em bancos.

A PCDF reforça o combate ao uso de tecnologias para crimes financeiros com base em inteligência e rastreamento de dados.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4).

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