Brasil institui sistema em blockchain para emissão da nova identidade

Resolução publicada cria sistema unificado gerido pela Receita Federal para garantir imutabilidade de dados e impedir fraudes

O Governo Federal oficializou na terça-feira (10) através da Resolução Nº 30, publicada na edição 28 do Diário Oficial da União (DOU), o Serviço de Controle do Fluxo de Emissão da Carteira de Identidade Nacional (SCF-CIN), instituída pela Casa Civil e a Câmara-Executiva Federal de Identificação do Cidadão (CEFIC).

A grande do novo documento oficial do Brasil está no Artigo 4º do texto: o novo sistema adotará, obrigatoriamente, a tecnologia blockchain.

A medida visa resolver um problema histórico de fragmentação de dados no país. Até pouco tempo, cada estado possuía seu próprio banco de dados de Registro Geral (RG), o que permitia que uma mesma pessoa tivesse múltiplos números de identidade.

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Com a nova CIN e a integração via blockchain, o governo tenta garantir que cada cidadão tenha um registro único perante o Estado.

Blockchain para validação e segurança da nova Carteira de Identidade Nacional

O documento determina que todos os órgãos emissores de identidade estaduais ou do Distrito Federal devem registrar as etapas de emissão na rede distribuída. O objetivo é criar um rastro auditável e imutável de cada documento emitido.

De acordo com o texto da resolução, o controle será feito através da validação de hashes (códigos criptográficos únicos que representam um conjunto de dados). O sistema funcionará como uma “máquina de estados”, onde cada alteração no status do pedido de identidade (desde a solicitação até a entrega) será gravada na blockchain, impedindo retrocessos fraudulentos ou a inserção de dados falsos no meio do processo.

A resolução também abre portas para que outros entes públicos participem da rede. Órgãos que realizam validações de informações oficiais poderão ser incluídos como “nós” (nodes) na rede blockchain do SCF-CIN, ampliando a segurança e a descentralização da verificação de dados.

Receita Federal assume a gestão tecnológica

A responsabilidade pela operação dessa infraestrutura recairá sobre a Receita Federal do Brasil (RFB). Conforme o Artigo 7º da norma, compete ao fisco promover a gestão operacional, tecnológica e a sustentação do sistema.

A Receita Federal já possui experiência consolidada com a tecnologia de registros distribuídos através da rede b-Cadastros, que utiliza blockchain para compartilhar bases de dados de CPFs e CNPJs entre diferentes órgãos da administração pública.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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