Tether lidera recuperação do Drift Protocol com injeção de US$ 127,5 milhões

A jogada da Tether em injetar US$ 127,5 milhões para salvar o Drift pode ser interpretada como um dos melhores marketings já vistos no setor

A Tether, emissora da stablecoin USDT, estará injetando US$ 127,5 milhões para salvar o Drift Protocol, corretora descentralizada que perdeu US$ 280 milhões em um ataque no início do mês.

Além da Tether, outras empresas investirão US$ 20 milhões. Já o Drift lançará uma linha de crédito de US$ 100 milhões baseada em sua receita futura.

A criptomoeda homônima do Drift, que perdeu 65% de seu valor após o ataque, chegou a subir 23,7% nesta quinta-feira (16) após o comunicado.

Jogada da Tether pode ser interpretada como um dos melhores marketings do setor de criptomoedas

Um investidor processou a Circle nesta semana, alegando que a emissora da stablecoin USDC poderia ter travado os fundos do Drift Protocol levados por hackers norte-coreanos, mas que nada fez.

Dado isso, a jogada da Tether em injetar US$ 127,5 milhões para salvar a corretora pode ser interpretada como um dos melhores marketings já vistos no setor.

“A Tether se importa”, escreveu Paolo Ardoino, CEO da emissora da USDT.

No texto completo, a Tether revela que “o plano foi projetado para priorizar os usuários enquanto permite que o Drift retorne ao mercado e continue seu crescimento na Solana”.

“Em um momento em que os usuários da Drift precisavam de suporte imediato e continuidade, a Tether interveio para ajudar a estabilizar a situação e fornecer um caminho claro para frente. Isso reforçou o papel da Tether como provedora de infraestrutura confiável durante momentos difíceis da indústria. Quando incidentes como esse ocorrem, os usuários precisam saber quem está ao lado deles; precisam de ação coordenada. A Tether tem trabalhado consistentemente junto à indústria e às autoridades em situações semelhantes para conter danos, apoiar usuários afetados e ajudar a restaurar a integridade do setor.”

Já o Drift anunciou que estará trocando o USDC por USDT em suas operações.

Indo além, a corretora revelou que o plano contém um fundo de recuperação, bem como a criação de uma nova criptomoeda a ser distribuída para os afetados pelo ataque.

“Esse novo token deve ser transferível. Detalhes adicionais sobre a mecânica do token serão divulgados em breve”, escreveu a equipe.

Tanto o hack quanto a recuperação lembram muito a história da Bitfinex, também controlada pela iFinex, assim como a Tether.

Isso porque a corretora perdeu cerca de 120 mil bitcoins em 2016, mas conseguiu se recuperar graças a um plano que envolvia a criação de uma criptomoeda, a BFX, que mais tarde passou a se chamar UNUS SED LEO (LEO) em nova reestruturação.

Criptomoeda do Drift reage ao comunicado

Além dos próprios usuários do Drift Protocol serem afetados diretamente pelo hack de US$ 280 milhões, investidores do token DRIFT também viram seus investimentos desabarem rapidamente.

No entanto, a criptomoeda voltou a subir nesta quinta-feira (16) com o plano de recuperação apresentado pelo Drift e pela Tether, atingindo seu maior valor desde a data do hack, 1º de abril.

Criptomoeda ligada ao Drift Protocol desabou após hack, mas voltou a subir após divulgação de plano de resgate. Fonte: TradingView.
Criptomoeda ligada ao Drift Protocol desabou após hack, mas voltou a subir após divulgação de plano de resgate. Fonte: TradingView.

Por fim, a jogada da Tether vai além do Drift e pode influenciar outros projetos a escolherem o USDT em vez de outras stablecoins disponíveis no mercado.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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