O mercado brasileiro de criptomoedas registra um volume superior a US$ 140 milhões em tokens atrelados ao Real brasileiro (BRL), em diferentes redes como Solana, Celo e mais. O cenário consolida o país como um dos polos de maior volume financeiro para este nicho no espaço global.
Um relatório da Fintrender, cujo autor é o autor Gustavo Cunha, mapeou mais de dez emissões ativas de stablecoins com paridade na moeda local do Brasil. O ecossistema ganha tração com a divisão estrutural entre os projetos de acesso aberto e as opções de uso interno, destaca o estudo.
Desta forma, a primeira categoria atende os compradores do varejo através das plataformas de negociação com foco em autocustódia. A segunda classificação concentra os fluxos corporativos em ambientes institucionais com demandas exclusivas de infraestrutura operacional.
Criptomoedas atreladas ao real ganham espaço no varejo
O segmento de acesso livre conta com seis criptoativos disponíveis para os consumidores nas corretoras no mês de maio. Este grupo soma um suprimento aproximado de US$ 44 milhões com emissões distribuídas por várias blockchains comerciais.
O projeto BRLA lidera o mercado focado no consumidor comum com quantia superior a US$ 16 milhões em circulação contabilizada. Por sua vez, o token BRZ ocupa a segunda posição com US$ 15 milhões distribuídos em mais de dez redes compatíveis.
A moeda BRL1 surge na terceira colocação da lista pública com a marca superior a US$ 1 milhão emitidos. Os projetos CREAL, BRLM e VRL completam o catálogo de alternativas acessíveis em fase de tração de adoção.
Consolidação de dados e opções com tecnologia blockchain
A elaboração da pesquisa encontrou barreiras na busca por informações em um ambiente com alto nível de distribuição descentralizada. O estudo esbarrou na ausência de comprovação de reservas de parte dos emissores durante a análise dos números consolidados.
Redes como Polygon, Celo e XRP Ledger hospedam a esmagadora maioria dos ativos voltados para o público geral. As opções de uso corporativo rodam em tecnologia blockchain para aprimorar as operações financeiras em redes de permissão controlada.
Tais criptomoedas fechadas fornecem a base de liquidação para a tokenização de créditos privados e de outros bens físicos. O mercado nacional já conta com pelo menos cinco emissões deste tipo com grandes volumes movimentados entre grandes empresas.
Regras federais esclarecem proibições e definem limites
O Banco Central do Brasil (BCB) estabeleceu novos parâmetros para a operação dos provedores no mês de fevereiro. Uma resolução estipulou regras de capitalização e definiu critérios para as companhias prestadoras de serviços de suporte ao setor.
O órgão federal emitiu um texto em abril para restringir certas ferramentas em remessas internacionais de recursos financeiros. A norma impede o uso das criptomoedas como meios de liquidação nos modelos de câmbio com formato eletrônico.
A determinação em momento algum proíbe o uso destes tokens no território nacional para o investidor de varejo. Indivíduos e companhias continuam livres para comprar ou transferir as moedas com amparo das instituições prestadoras de serviços cadastradas (PSAV).
