Volatilidade do Bitcoin atinge maior alta dos últimos seis anos

Jeferson Scholz
Jeferson Scholz
Jornalista. Escrevi dois artigos acadêmicos publicados no congresso de comunicação INTERCOM, e fui diretor do documentário universitário "Planeta dos Desmortos - O Mito Zumbi".
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No último mês, o bitcoin apresentou a maior instabilidade dos últimos anos em decorrência do coronavírus. Durante março, o Bitcoin teve 167,24% de volatilidade, o maior valor desde janeiro de 2014.

Além disso, em um período de 60 dias a criptomoeda teve a volatilidade total de 122,95%. Assim, o valor para dois meses também foi o mais alto desde fevereiro de 2014. Os dados foram levantador por um relatório da Blockforce Capital.

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Mês passado, os investidores de bitcoin se viram diante de uma assustadora queda, quando em uma semana o ativo chegou a perder 60% de seu valor original. Enquanto que no dia 07 de março a criptomoeda valia 9.204,67 dólares, no dia 12 de março o ativo caiu para 3.867,09 dólares.

Depois destes números o que se seguiu foi uma lenta recuperação de preços, que no momento deixam o Bitcoin relativamente estável na casa dos 7.300 dólares.

Assim como o ouro, a criptomoeda também é considerada um ativo alternativo em tempos de incerteza econômica global.

Porém, seu concorrente não teve uma instabilidade tão grande, embora também tenha tido perdas de 13% durante março. E é claro que, além do Bitcoin, outros ativos digitais do criptomercado também enfrentaram quedas e grande volatilidade durante o mês passado. Agora uma grande incerteza paira sobre o futuro do BTC.

O que esperar para o futuro?

Uma das principais questões diante do ativo digital, sobretudo relacionadas a sua capacidade de superar a crise provocada pelo COVID-19 é se ele, de fato, será um porto seguro.

O que deixou muitos investidores em dúvidas sobre isto é o fato da criptomoeda ter reagido negativamente junto com todo o mercado no mês de março. Porém, apesar deste fato muitos analistas ainda acreditam que a moeda digital é suficientemente forte como ativo alternativo.

Entre eles está Jeff Dorman, cuja opinião leva em conta o fato do Bitcoin ter a capacidade de ser uma barreira contra os riscos de um sistema financeiro.

Para ele, há uma proteção contra fatores como gastos do governo, crises e desvalorização de moedas. Para o especialista, a criptomoeda tem um status de segurança que pode ser medido por décadas em relação a perda de poder de compra das moedas fiduciárias ao longo do tempo.

Outra opinião importante dentro deste contexto é a de Catherine Coley, CEO da Binance U.S. Ela afirma que apesar de também ter sofrido um choque econômico como as moedas tradicionais, o Bitcoin foi capaz de apresentar uma resiliência única, tendo seus valores rapidamente recuperados, em meio a fenômenos como o aumento de Home Office.

Para ela, um mercado digitalmente acessível está cada vez mais próximo de se concretizar.

Por fim, Michael Poutre, sócio-gerente da Terrform Capital, afirmou que o principal fato para a instabilidade sofrida pelo BTC é o fato de que o ativo ainda é jovem.

Porém, acredita que força está aumentando na medida em que a instabilidade econômica mundial segue forte. O analista acredita que a criptomoeda é um grande investimento em sua base de preços atuais. Assim, sua expectativa é de que no futuro esta pode ser a melhor escolha para investidores de todo o mundo.

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