Investigado por pirâmide pede combate a pirâmides e regulação do Bitcoin no senado

Durante essa segunda parte da sua participação, ele também afirmou que as empresas que operam criptomoedas, mas que captam recursos em moeda fiduciária são um "grande sinal de pirâmide" e que sempre devem ter autorização da CVM.

Antonio Neto Ais
Antonio Neto Ais

A questão da regulamentação do criptomercado no Brasil é algo que vem sendo discutido desde meados de 2015 e é muito importante para o futuro desse setor no nosso país. Com toda essa importância, muita gente foi pega de surpresa com a presença de Antônio Inácio da Silva Neto na Comissão de Assuntos Econômicos com o debate sobre o criptomercado, considerando que ele e uma empresa administrada por ele são acusadas e investigadas por formação de pirâmide financeira.

Aconteceu nesta quinta-feira, 9, mais uma etapa da discussão sobre o mercado de criptomoedas na Comissão de Assuntos Econômicos no Senado. A Comissão cotou com a presença de diferentes representantes e especialistas do criptomercado que foram convidados ou se inscreveram para falar suas considerações sobre o tema.

No entanto, a presença de Antônio Inácio pareceu um pouco “fora da curva” por causa do seu passado. Por exemplo, Antônio Inácio é acusado de ter associação com a pirâmide financeira D9, na época utilizando o nome Antônio Neto Ais, como mostrado pelo Portal do Bitcoin.

Antônio Neto Ais

Mais recentemente, Antônio Inácio da Silva Neto fundou a Braiscompany, autointitulada como “a maior empresa de tecnologia blockchain da América Latina”, como descrito em matéria paga divulgada em diferentes sites. A empresa também afirma que atua dentro do mercado de “Locação de Criptomoedas”, o que é um tipo de atividade que acontece no criptomercado, principalmente nas plataformas de DeFi.

No entanto, o que chama a atenção é que, entre suas promessas, a Braiscompany promete retornos de 10% a 15% ao mês pra os investimentos em Bitcoin. Como sabemos, um retorno a esse nível é geralmente bem difícil de se garantir no criptomercado, mesmo em produtos derivados e esse tipo de promessa historicamente esteve sempre ligada com esquemas ilícitos. Não é à toa que a empresa recentemente chamou a atenção de analistas do setor e até mesmo da justiça.

Tratado como “Especialista em Blockchain” na Comissão do Senado, Antônio Inácio afirmou que a preocupação legislativa em relação ao mercado é realmente importante.

“Essa iniciativa para o Brasil é de suma importância, se tratando de um mercado extremamente inovador e disruptivo, essa preocupação legislativa se faz necessária mediante ao crescimento que esse mercado tem tido. O entendimento jurídico desse mercado vai trazer segurança para os usuários e para a nossa nação” , falou silva neto para a comissão

Ele também falou sobre a importância dessa nova tecnologia que é “transparente, útil e inviolável” e que os órgãos e os legisladores precisam entender como adaptar a blockchain em seus sistemas de acompanhamento e controle para que eles entendam melhor essa tecnologia.

Silva Neto também defendeu a importância da comunicação de Bancos, Corretoras e Órgãos reguladores para acompanhar ganhos de capital e as preocupações de tributação. Suas considerações são bem comuns e bem alinhadas com a ideia de controle governamental do setor, mas o que realmente chamou a atenção foi a sua segunda consideração, dessa vez sobre pirâmides financeiras.

Investigado por ligação com pirâmides financeiras pede que se combata as pirâmides financeiras

Durante a sua segunda participação durante a Comissão de Assuntos Econômicos, Antônio Inácio falou sobre as pirâmides financeiras e principalmente como elas vem acontecendo no Brasil de “forma triste” e que elas estão manchando um mercado “altamente lícito, líquido e lucrativo”.

Durante essa segunda parte da sua participação, ele também afirmou que as empresas que operam criptomoedas, mas que captam recursos em moeda fiduciária são um “grande sinal de pirâmide” e que sempre devem ter autorização da CVM.

“É muito fácil ser tipificado um crime contra a economia popular, a captação de recurso em moeda fiduciária, isso é um indício muito forte, e que vem acontecendo por muitos anos no Brasil, de forma triste…”

Essas considerações vindo de alguém que é suspeito de envolvimento em pirâmides financeiras, sem contar que a definição dele de “indício muito forte de pirâmide” é no mínimo, bem limitada, afinal muitas outras coisas indicam que uma empresa é ilícita, como por exemplo (e um indício ainda mais forte) as promessas de retorno garantido e alto de um investimento, como a promessa de retorno 10 a 15% mensais.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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