
Arthur Hayes. Fonte: Redes sociais/Reprodução.
Arthur Hayes, fundador da BitMex, voltou a falar sobre uma possível bolha no setor de Inteligência Artificial (IA) nesta terça-feira (4), afirmando que o Bitcoin pode chegar a US$ 1 milhão após essa bolha estourar.
O bilionário já havia publicado um texto sobre o assunto em junho, onde falava sobre os IPOs da SpaceX, Anthropic e OpenAI, notando que o setor de IA estaria sugando toda a liquidez disponível no mercado.
Apesar de seu otimismo com o Bitcoin, sua corretora anunciou o encerramento das atividades há duas semanas. A decisão teria sido tomada após uma revisão estratégica do negócio e do setor de criptomoedas como um todo.
Em um longo texto, com 24 minutos de leitura, Arthur Hayes defende que a bolha da IA não é uma repetição da bolha da internet dos anos 2000, mas sim da crise imobiliária de 2008.
Explicando seu pensamento, o fundador da BitMex explica que o mercado está investindo pesado em data centers e infraestrutura de IA. Na sua visão, isso seria como construir prédios, usinas e infraestrutura, mas de forma excessiva.
“Quando as autoridades entrarem em pânico ao perceber que o crescimento do PIB impulsionado pela IA não passa de mais uma bolha imobiliária comum, imprimirão mais dinheiro do que durante a crise financeira global de 2008. Isso acabará levando o Bitcoin a US$ 1 milhão e além.”
Como destaque, Hayes aponta que a variável a ser analisada é o CAPEX (gastos de capital) e esse ritmo de crescimento deve desacelerar em 2027, ficando mais evidente em 2028.
Dado isso, é possível que a próxima alta de Bitcoin se encaixe novamente no ciclo de quatro anos.
O bilionário então afirma que toda essa infraestrutura precisa ser alugada para terceiros. Portanto, quanto maior a oferta, menor o valor pago. Além disso, também menciona e evolução dos chips, permitindo que a mesma infraestrutura ofereça muito mais capacidade computacional.
No último parágrafo de seu texto, Arthur Hayes fala exclusivamente sobre o Bitcoin. Como exemplo, afirma que a criptomoeda formará seu fundo durante esse período de má alocação de capital, assim como foi com o mercado imobiliário da China entre a década de 90 e 2019.
“Em 2019, o presidente Xi decidiu que já era o bastante e declarou: “casas são para morar, não para especular”, estourando deliberadamente a bolha e redirecionando o crédito para a fabricação de novas tecnologias, como veículos elétricos. Mas o período entre o fim dos anos 2000 e 2019 foi marcado por uma enorme especulação em ativos financeiros usando capital emprestado que, em tese, deveria financiar projetos imobiliários. Foi por isso que as incorporadoras acabaram se transformando em fundos de hedge.”
Na sua visão, o Bitcoin funcionará como um alarme de fumaça da liquidez, refletindo esse desperdício de capital mesmo que as ações de empresas de IA continuem subindo.
Finalizando, Hayes aponta que a criptomoeda deve ficar oscilando entre US$ 60.000 e US$ 70.000, podendo cair até US$ 50.000, mas que a criptomoeda retomará eventualmente a sua trajetória de alta.
“Isso acabará levando o Bitcoin a US$ 1 milhão e além.”