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Augusto Backes mostrou conta com US$ 2 milhões em VEREM antes de colapso da criptomoeda

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O youtuber brasileiro Augusto Backes divulgou em uma live com apoiadores que havia em sua conta 2 milhões de dólares na criptomoeda Verified Emeralds (a VEREM), mostrando apoio público ao projeto de um token RWA que diz ter um lastro em uma mina de esmeraldas que fica no Estado da Bahia (BA).

Sem auditoria, autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou endereço público da suposta mina, o projeto começa a enfrentar uma crise de desconfiança por investidores de criptomoedas brasileiros.

O problema se agrava com o colapso no preço da criptomoeda Verem, que chegou a custar US$ 397,00 no dia 22 de janeiro, mas caiu para US$ 85,00 nesta segunda-feira (26), desvalorização de -78.99% em apenas 4 dias.

Quem comprou, seguindo influencers ou não, acabou com um grande prejuízo em seus investimentos. Publicamente, o perfil da VEREM no Brasil indicou que irá processar todos os internautas que praticaram ataques caluniosos contra o projeto.

Verem diz que vai processar autores de ataques caluniosos contra o projeto (Foto/Instagram).

Influenciador disse que “o que importa é comprar barato e vender caro”

Conhecido como um influenciador de criptomoedas e trader com análises pelo YouTube, Augusto Backes recebeu várias acusações de ter parte do projeto VEREM. Outros comentários públicos de internautas indicam que ele recebeu para promover o token, ou seja, “shillar“/”hypar” o projeto.

Contudo, Backes diz que muitos críticos de seu trabalho são falsos moralistas e que ele nunca criticou ninguém. Além disso, ele indicou que estudou o projeto e acredita em seu longo prazo, por isso investiu e comentou com seus seguidores o que ele mesmo teria feito.

Em um vídeo que circula no X, por exemplo, ele diz que quem comprou sem estudar, sem saber colocar um stop ou ter noção do mercado agiu errado por conta própria, e quem lhe segue há mais tempo não teria feito isso.

No domingo (25), ele ainda declarou em sua conta no X que a Verem caiu assim como a Monero nos últimos dias, mas que ninguém comparou os movimentos ao lhe criticar publicamente. Por fim, ele ainda declarou que tudo é lixo mesmo, o que importa é comprar barato e vender caro.

Augusto Backes diz que moedas não tem fundamentos, é tudo lixo (Redes sociais).

Caso mostra alto risco de novas criptomoedas

Um dos cenários que mais preocupam investidores mais antigos do mercado de criptomoedas é o surgimento de novas moedas, que aproveitam a fama do bitcoin para atrair investidores aos seus projetos.

A própria Verem utilizou em seu marketing de pré-venda uma campanha dizendo “perdeu a alta do bitcoin, do ethereum, aproveite a Verem antes que seja tarde”.

Assim, o projeto entrou na mira dos mais atentos com antigos golpes, principalmente com o colapso prematuro em seu preço de mercado.

O caso mostra de qualquer forma os novos e crescentes riscos, com projetos RWA, memecoins e vários outros, visto que criptomoedas novas sempre possuem um risco de prejuízo altíssimo.

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Bruno Costa

Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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