Banco Central inicia fiscalização do mercado de criptomoedas e regras entram em vigor nesta segunda-feira

Nesta segunda-feira (2), entram em vigor as Instruções Normativas 701 e 704; exchanges que já operam ganham prazo de transição, mas novas empresas precisam de licença prévia

Entram em vigor nesta segunda-feira (2) as novas regras do Banco Central do Brasil (BCB) que regulamentam o funcionamento das prestadoras de serviços de ativos virtuais (VASPs) no país. As Instruções Normativas (IN) nº 701 e nº 704 consolidam o marco legal do setor criado pela Lei 14.478/2022, impondo padrões de conformidade, segurança cibernética e auditoria para corretoras de bitcoin e criptomoedas.

A partir de hoje, o mercado nacional passa a operar sob supervisão direta da autoridade monetária, encerrando um período de autorregulação.

Como uma medida apresentada com o objetivo de aumentar a segurança jurídica para investidores, também alinha o Brasil aos padrões internacionais de prevenção à lavagem de dinheiro e combate ao financiamento do terrorismo.

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Corretoras de bitcoin e criptomoedas que já funcionavam entram em regra de transição

De acordo com a Instrução Normativa nº 704, as empresas que já estavam em operação até a data de ontem, 1º de fevereiro, não sofrerão interrupção imediata em suas atividades. O Banco Central estabeleceu um regime de transição que permite a continuidade das operações enquanto as instituições se adequam às novas exigências.

Essas corretoras terão até o dia 30 de outubro de 2026 para protocolar a primeira fase do pedido de autorização de funcionamento. Nesta etapa, deverão apresentar, entre outros documentos, demonstrações financeiras auditadas e declarações de idoneidade de seus controladores.

Para novos empreendimentos que desejem iniciar atividades a partir desta segunda-feira, a regra é restritiva: é proibido operar sem a concessão prévia da licença final pelo Banco Central.

Segregação Patrimonial, Auditoria Externa e fim das exchanges estrangeiras

Um dos pilares da nova regulamentação, detalhado na IN nº 701, é a obrigatoriedade da segregação patrimonial. As corretoras deverão comprovar tecnicamente que os recursos e criptoativos dos clientes são mantidos separadamente dos ativos da própria instituição. Desta forma, a regra tem como objetivo blindar o patrimônio dos usuários em caso de insolvência ou falência da prestadora de serviço.

Além disso, a norma exige a contratação de empresas de auditoria independente. As auditorias serão responsáveis por certificar a “Prova de Reservas” (Proof of Reserves), atestando periodicamente que a corretora detém a posse das chaves privadas e os saldos correspondentes aos depósitos dos clientes.

A entrada em vigor das normas também endurece os requisitos para empresas estrangeiras. Para captar clientes brasileiros legalmente, as instituições deverão possuir registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e responder às leis nacionais, reduzindo o espaço para operações offshore sem representação local.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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