Arthur Hayes

Bitcoin é o alarme da liquidez fiduciária e IA vai causar desemprego em massa, diz Arthur Hayes

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O empresário e fundador da corretora de criptomoedas BitMEX Arthur Hayes publicou um novo artigo indicando que segue confiante com o bitcoin como um alerta de liquidez fiduciária global.

Quando o alarme de incêndio toca no seu apartamento ou prédio comercial, você geralmente o ignora. Mas, às vezes, a morte chega rapidamente para aqueles que ignoram avisos óbvios. Diante da quantidade de ruídos que permeiam nosso dia a dia, entender quais alarmes levar a sério pode salvar sua vida ou seu patrimônio“, começou sua explicação com uma analogia.

De acordo com seu novo texto publicado no X (ex-Twitter) na terça-feira (17), o bitcoin é um ativo livre, que responde rapidamente à oferta de crédito. Em sua opinião, há um movimento em curso de destruição de crédito em massa, que pode ter sido percebido pela recente divergência entre o bitcoin e o Índice Nasdaq.

Hayes indica que avaliou qual gatilho estaria acionando o problema em Dólar, e entendeu haver uma deflação em curso.

Ele disse que o bitcoin já precificou uma queda no mercado e que as piores empresas de tecnologia devem se tornar insolventes, principalmente as muito alavancadas. Assim, em algum momento, deve haver um resgate ao mercado com mais impressão de dinheiro, que deverá explodir o preço do bitcoin para novas máximas, diz em sua análise.

“Processo pode levar meses ou anos”

O problema da análise de Hayes é a janela em que a operação de resgate deve ocorrer. Isso porque, ele acredita que poderá demorar algum tempo, meses ou anos, até que um evento de impressão de dinheiro ocorra.

Seguindo em sua previsão catastrófica, ele indica que o excesso de crédito no mercado vai permitir um endividamento das pessoas, que não conseguirão pagar suas contas ao perder seus empregos para a inteligência artificial.

Esses caloteiros não têm condições de pagar porque a IA tomou seus empregos! É uma afirmação ousada prever uma crise financeira devido à perda de empregos causada pela adoção da IA“, disse Hayes.

A situação está ficando séria, e milhões de trabalhadores do conhecimento vão engolir o orgulho e se candidatar a auxílios governamentais como verdadeiros reis ou rainhas do bem-estar social“, sugere na conclusão.

Além de prever uma crise financeira causada pela falta de emprego e aumento da dívida dos consumidores com a chegada da IA, Hayes comentou que o bitcoin poderá se beneficiar em algum momento, mas que não recomenda alavancagem.

Por fim, ele ainda indicou que segue investindo em duas shitcoins (como ele mesmo disse), que são a Zcash (ZEC) e Hyperliquid (HYPE), das quais ele acredita na possibilidade de lucros até o meio de 2026.

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Bruno Costa

Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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