“Bitcoin falhou como moeda, mas banco central deu mais segurança ao mercado”, diz chefe de regulação

Antônio Marcos Guimarães explicou as regras para corretoras de bitcoin brasileiras e indicou que vem mais regulação no futuro

Em live nesta segunda-feira (9), o Banco Central do Brasil explicou de forma aberta sobre as recentes regras que regulam o mercado cripto nacional, por meio das corretoras de criptomoedas chamadas de Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs) no país.

A conversa contou com a participação de Antônio Marcos Guimarães, chefe-adjunto do Departamento de Regulação do BC. Ele indica no início da conversa que tudo começou com o bitcoin em 2008 após a publicação do paper por Satoshi Nakamoto em meio a crise financeira dos EUA.

Se queria criar uma chamada moeda privada em que o Estado e os bancos centrais não teriam uma intervenção ou poder de ingerência sobre isso, é o espírito original. Só que este ativo não se mostrou eficiente como moeda, como meio de troca, unidade de conta e reserva de valor“, disse Guimarães.

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Ele destacou que o bitcoin é um investimento especulativo, e outros tokens surgiram a partir dele.

Conforme Guimarães, após isso, o mundo começou a ver colapsos de corretoras de criptomoedas, plataformas que começaram a movimentar muito dinheiro.

O MtGox, lembrou, foi um dos casos notórios que chamou atenção dos riscos do mercado e alta volatilidade. “Partimos de uma postura defensiva e começamos a alertar a população em 2017“, disse.

De acordo com o representante do regulador, a necessidade de regular o mercado cresceu por consenso internacional após o Facebook divulgar planos de criar sua stablecoin, na época a Libra, em 2019.

No Brasil, os reguladores Bacen, CVM e COAF começaram a prestar atenção neste mercado e conseguiram alinhar as competências de cada instituição sobre quem cuida das empresas em cada setor. Ao BC coube o papel de fiscalização das corretoras de criptomoedas.

“Banco Central decidiu que era o momento de regular os ativos virtuais e agora deixamos mercado mais seguro”

O representante do BC conta que o bitcoin não alcançou o objetivo de alcançar seu status como moeda, mas muitos investidores demonstraram interesse na negociação especulativa desta classe de instrumento.

Para ele, a lavagem de dinheiro buscou refúgio na tecnologia, entre outros problemas como ofertas de produtos de alta volatilidade para públicos despreparados em educação financeira.

Com os problemas apresentados, o banco central realizou consultas públicas para entender como regular melhor o mercado e atender a resoluções do GaFi.

Desde o dia 2 de fevereiro, qualquer entidade que venha prestar serviços de intermediação de ativos virtuais tem que passar por aprovação prévia“, lembrou. “Agora estamos em um ambiente mais seguro sob a proteção do banco central“.

“Queremos evoluir a regulação em 2026 e 2027”

Conforme explicação de Guimarães nesta segunda, as stablecoins foram reguladas já em 2026. Contudo, ele indica que o setor deve ter mais avanços regulatórios pelo banco central em 2026 e 2027.

Além disso, ele indicou que a autoridade monetária brasileira estuda uma regulação para que negociações entre corretoras de criptomoedas se dê de forma legal.

Por fim, o BC indicou que deverá promover mais lives sobre o assunto para seguir conversando com a população sobre criptomoedas.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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