“Bitcoin não protege contra violência estatal”, diz Investidor Sardinha
23/01/2026 11:18 11:18
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Raul Sena ainda discutiu com Renato Trezoitão (Foto/X)
O Investidor Sardinha Raul Sena criou polêmica com a comunidade de bitcoin no Brasil ao afirmar que a moeda digital não é uma proteção absoluta contra a violência estatal.
Em uma publicação na sua conta do X na quinta-feira (22), ele indicou que quem pensa assim “está desconectado da realidade”.
“Imagina a PF entrando na sua casa com seis metralhadoras e você gritando: ‘PARADO AÍ. EU TENHO 6 BTCs E NÃO TENHO MEDO DE USAR’.“, disse Sena.
Seguindo em suas sequência de explicação sobre o assunto, ele indicou que a criptomoeda não é um escudo contra o poder estatal.
O youtuber e empresário brasileiro que reúne milhões de seguidores em suas redes sociais ainda indicou que a política de um estado muda, o que pode ocasionar outros problemas para quem acredita no bitcoin como uma fórmula mágica.
“Quando você vive dentro de um país, comenta merda na internet e acha que isso te coloca acima da lei, você esquece do básico: a lei muda, os políticos mudam, e o Estado continua tendo força, polícia, juiz e cadeia“, explicou o Sardinha.
“Bitcoin não suspende a realidade, apenas a pressão social consegue mudar a lei”, diz Investidor Sardinha
Reconhecendo o bitcoin como uma forma de dinheiro mais segura contra o confisco, que dá ao seu dono a real propriedade de sua posse, Raul Sena continuou seu desabafo público com um pensamento individual de sua opinião.
Assim, ele indicou que apenas a pressão social tem condições de mudar leis de um Estado, não uma forma de dinheiro digital.
“Bitcoin não suspende a realidade. Não cancela caneta, não cancela mandado e muito menos cancela bala. Achar o contrário é confundir tecnologia com imunidade. O que assusta político e por consequência faz a lei mudar, é pressão social. O resto é perfumaria“, finalizou seu discurso.
Investidor Sardinha diz que o Bitcoin não é um escudo, mas dificulta confisco financeiro (Foto/X).
Sena ainda discutiu com professor de bitcoin Renato Trezoitão, mas depois apagou mensagem
Ao ver a publicação do Investidor Sardinha, o professor de bitcoin brasileiro Renato Amoedo (Trezoitão) disse que ele não entende sobre o assunto.
Além disso, Amoedo declarou que Sena não sabe nem assinar uma transação de bitcoin para comprovar que investe há anos como já alegou publicamente no passado. Como argumento, Trezoitão afirmou que se o Investidor Sardinha tivesse um grande conhecimento sobre BTC não defenderia mais o sistema tradicional (legacy).
A discussão pública ainda partiu para o lado pessoal, quando Raul começou a falar da vida de Trezoitão. Ele ainda disse não respeitar o professor e pediu que ele não dirigisse mais a palavra, mas logo ele apagou sua mensagem dizendo que não queria mais participar da conversa.
Raul Sena e Trezoitão divergem opinião sobre bitcoin em discussão pública (X).
De qualquer forma, fica claro que grandes investidores do mercado tradicional, mesmo aqueles que apoiam o bitcoin com alguma frequência, ainda não acreditam nos fundamentos da moeda digital, principalmente quando a autocustódia é realizada de forma correta.
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Bruno Costa
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.
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