Bitcoin sumiu da carteira Chivo de El Salvador, reclamam cidadãos

El Salvador e Bitcoin
El Salvador e Bitcoin

Um salvadorenho apurou que pelo menos 50 cidadãos de El Salvador perderam uma soma equivalente a R$ 550 mil, em dólar e bitcoin, no aplicativo Chivo, carteira oficial do país. Muitos deles reclamam inclusive do suporte técnico oferecido pelo governo.

A adoção do Bitcoin por El Salvador já recebeu crítica de todos os lados. Tanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) quanto Vitalik Buterin, fundador do Ethereum, já se mostraram adversos à Lei do Bitcoin.

Todavia, o maior problema parece ser a própria carteira oferecida pelo governo. Centralizada, de código fechado e sem oferecer a custódia dos fundos aos seus cidadãos, a Chivo também está sendo alvo de reclamações pela realização de transações que não foram autorizadas.

Adoção do Bitcoin em El Salvador

El Salvador adotou o Bitcoin como moeda legal de seu país no dia 7 de setembro de 2021. Apesar da boa atitude em oferecer uma opção de uso de uma moeda com impressão controlada, o governo ainda sofre algumas críticas em relação a esta implementação.

Um dos maiores alertas é a carteira Chivo que, ao contrário do que é recomendado, não permite que seus usuários tenham controle total sobre o seu dinheiro. Em outras palavras, é uma carteira centralizada na qual o governo pode congelar fundos, indo na contramão dos princípios do Bitcoin.

Apesar disso, vale notar que as pessoas não são obrigadas a usá-la, embora tenham recebido cerca de 150 reais em BTC para instalar a mesma, ajudando na popularização da Chivo em relação a outras carteiras.

Cidadãos reclamam da carteira Chivo

Ainda que não fique claro qual seja o motivo, falta de educação ou falha da própria Chivo, muitos usuários estão reclamando de que seus saldos estão sumindo da carteira. Um usuário, chamado El Comisionado, apurou 50 casos deste tipo, cuja soma fica próxima a R$ 550.000.

“Depois de documentar 50 casos de fraude na chivo wallet, o valor é de 96.223,83 dólares. Somente nestes casos.”

As reclamações envolvem tanto quantias de bitcoin quanto de dólar, já que ela é uma carteira híbrida, novamente ressaltando dúvidas sobre a capacidade do governo em administrar tais responsabilidades.

O caminho mais fácil seria a utilização de serviços já prontos e de código aberto que, ao contrário da Chivo, podem ser auditados por terceiros. Além disso, como os cidadãos não têm controle absoluto sobre seu dinheiro, o governo pode inclusive estar trabalhando com reservas fracionárias de bitcoin, algo que se confirmado seria ruim para a ação do país.

Enfim, mesmo com a adoção do Bitcoin, novamente os cidadãos estão dependentes do Estado que, por falta de conhecimento, não migram para outros serviços com melhores práticas.

Quando a Chivo foi implementada, dados pessoais da população chegaram a ser vazados, sendo este mais um problema para ser administrado.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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