Brasil e Indonésia lideram adoção de criptomoedas, diz estudo

Como uma das principais características do Bitcoin é a sua oferta controlada pela matemática, muitos acreditam que esta criptomoeda possa ser usada como proteção à inflação. Novamente, América Latina e África são os que mais acreditam neste pensamento, com 46% cada.

Notas de R$ 100 do Real brasileiro e moedas de Bitcoin
Notas de R$ 100 do Real brasileiro e moedas de Bitcoin

Uma pesquisa realizada pela Gemini coloca o Brasil em destaque em várias métricas. A principal delas é referente a adoção, afinal 41% dos brasileiros (adultos) possuem criptomoedas, sendo o país líder entre os abordados.

A razão pode estar ligada a desvalorização do real, de 217% nos últimos 10 anos, a maior entre as treze moedas fiduciárias abordadas na pesquisa.

Junto ao Brasil, outros dois países da América Latina — Colômbia e México — fazem com que a região seja a mais interessada em usar criptomoedas como proteção contra a inflação, bem como para diversificar investimentos.

Por hora, a maior barreira de entrada para novas pessoas está relacionada a falta de conhecimento sobre como comprar e armazenar criptomoedas. Em outras palavras, tudo indica que a adoção tende a crescer ainda mais conforme este público comece a ser educado.

Real desvalorizado e alta adoção das criptomoedas no Brasil

Dentre os vinte países abordados pela pesquisa da Gemini, a surpresa é a liderança no Brasil em adoção. Afinal, o estudo Global State of Crypto 2002 aponta que 41% dos brasileiros adultos possuem criptomoedas.

Adoção: Usuários de criptomoedas por país. Fonte: Gemini

Indo além, 66% dos brasileiros responderam que as criptomoedas são o futuro do dinheiro, taxa similar a de países em desenvolvimento como Colômbia (56%), Nigéria (63%) e Índia (59%). Do outro lado, essa aprovação é cerca de três vezes menor em países desenvolvidos como EUA (22%), Alemanha (23%), Noruega (15%) e o Reino Unido (20%).

Portanto, o sentimento favorável em relação as criptomoedas pode estar fortemente ligado ao desprezo às suas moedas nacionais.

Afinal esta própria pesquisa aponta que a maioria das pessoas que deseja comprar criptomoedas são aquelas mais afetadas pela desvalorização das suas moedas. Destaque para a desvalorização de 217% do real (BRL) frente ao dólar (USD).

Correlação entre intenção de comprar criptomoedas — baseado em pessoas que ainda não possuem — e desvalorização de suas moedas nacionais. Fonte: Gemini

Além disso, América Latina e África são as regiões que menos tem receios sobre as criptomoedas. Apenas 12% e 14%, respectivamente, nunca compraram porque “não confiam nas criptomoedas”. Em comparação, tal índice é de 33% na Europa e 32% nos EUA.

Por fim, a pesquisa mostra que a maior barreira ao investidor está relacionado a falta de entendimento sobre como comprar e armazenar criptomoedas, bem como preocupações com segurança.

Proteção contra a inflação

Como uma das principais características do Bitcoin é a sua oferta controlada pela matemática, muitos acreditam que esta criptomoeda possa ser usada como proteção à inflação. Novamente, América Latina e África são os que mais acreditam neste pensamento, com 46% cada.

Concordâncias sobre criptomoedas serem proteção contra inflação e que elas são boas como diversificação de investimentos. Fonte: Gemini

Já sobre o uso de criptomoedas para diversificar investimentos, a América Latina é novamente destaque com 78% acreditando nesta afirmação. Portanto, este estudo aponta não apenas a atual força das criptomoedas como também o seu potencial de crescimento futuro.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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