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DEIC e CPFL apreendem 1.400 mineradoras de Bitcoin em operação contra furto de energia em Jundiaí e Louveira

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Uma operação realizada pela 3ª Delegacia de Investigações sobre Crimes Patrimoniais (Deic) de São Paulo e pela CPFL Piratininga nesta quarta-feira (20) apreendeu cerca de 1.400 equipamentos de mineração de Bitcoin. A ação aconteceu nas cidades de Jundiaí e Louveira.

Segundo a denúncia, os mineradores estavam furtando energia elétrica. As estimativas apontam que a quantia desviada seria suficiente para abastecer cerca de 2.000 residências por um mês inteiro.

Imagens divulgadas pela CPFL mostram a profissionalização do esquema, que contava com nove transformadores trifásicos instalados às escondidas.

CPFL e DEIC derrubam esquema de mineração que furtava energia em SP

Embora a mineração de Bitcoin não seja proibida no Brasil, a ação da CPFL e do DEIC focou no furto de energia elétrica.

Um dos motivos que pode explicar esse crime é que essas empresas possuem um gasto baixo de funcionários e manutenção, ou seja, as maiores despesas ficam justamente no consumo de energia.

Como exemplo, uma Antminer S23 da Bitmain pode gerar R$ 1.740 em Bitcoin por mês. No entanto, considerando uma tarifa de R$ 0,70 por kWh, os gastos mensais com energia podem chegar a R$ 1.760, deixando o minerador no prejuízo mesmo com um equipamento de ponta.

Custos de energia elétrica são a principal despesa de mineradores. Fonte: NiceHash/Reprodução.

Fotos compartilhadas pela CPFL mostram que a mineradora foi montada com capricho.

Mineradora possuía cerca de 1.400 ASICs de mineração de Bitcoin em pavilhão. Fonte: CPFL/Reprodução.
Outro ângulo mostra a profissionalização da instalação elétrica. Fonte: CPFL/Reprodução.
Mineradora de Bitcoin utilizava transformador trifásico para alimentar a operação. Fonte: CPFL/Reprodução.

“Nos imóveis, foram apreendidos cerca de 1.400 microcomputadores de mineração todos operando de forma contínua e irregular e que foram apreendidos pelo DEIC, e que eram alimentados por 09 transformadores totalizando 8.470 kVA.”

“A companhia investe continuamente em tecnologias de monitoramento e detecção de fraudes e furtos, como o uso de inteligência artificial que orienta operações mais assertivas e os sistemas de medição blindada para grandes clientes”, escreveu a CPFL.

O texto aponta que a quantidade de energia roubada ainda está sendo calculada, porém estima-se que 2 GWh foram desviados, o que seria suficiente para alimentar 2.000 residências por um mês inteiro.

A empresa não divulgou o modelo das 1.400 máquinas apreendidas.

A pena por furto de energia pode variar entre um a quatro anos de prisão, além do ressarcimento dos valores desviados e multas. No entanto, a nota não informa nenhuma prisão em flagrante.

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Henrique HK

Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

Autor:
Henrique HK