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Dificuldade de mineração do Bitcoin passa por novo reajuste negativo de 10%

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O Bitcoin possui um sistema que se ajusta a cada ~14 dias para manter o tempo médio dos blocos em 10 minutos. Neste domingo (14), a dificuldade de mineração passou por uma queda de 10%, a segunda maior de 2026.

Em outras palavras, isso significa que mineradores desligaram as suas máquinas no período, devido à queda de preço do Bitcoin na primeira semana de junho, já que muitos modelos deixaram de ser rentáveis.

Por outro lado, conforme o Bitcoin já recuperou boa parte dessas perdas nos últimos dias, é possível que o próximo ajuste seja positivo.

Dificuldade de mineração de Bitcoin sofre ajuste de dois dígitos percentuais

O ajuste de dificuldade de mineração do Bitcoin já havia passado por uma queda de 11,16% no início de fevereiro, mas logo em seguida aumentou 14,7%. Em 20 de março, a dificuldade caiu 7,76%, refletindo a pressão sobre os mineradores.

Dados compartilhados pela F2Pool no início do mês revelavam que poucos modelos de ASICs estavam dando lucro conforme o Bitcoin era negociado na faixa dos US$ 62.000.

“O Bitcoin caiu abaixo de US$ 62 mil hoje. Nesse nível de preço, rigs de mineração com eficiência de 19,5 W/T estão operando próximo do ponto de equilíbrio, e a receita diária agora está abaixo de US$ 0,03 por terahash.”

Queda do Bitcoin no início de junho deixou diversos modelos de máquinas de mineração com prejuízo, considerando custo de energia em US$ 0,06 por kWh. Fonte: F2Pool/X.

Portanto, isso explica a nova queda da dificuldade de mineração do Bitcoin.

Segundo a Mempool.space e a Newhedge, o reajuste foi de 10% negativo, o segundo maior do ano.

Ajuste de dificuldade do Bitcoin deste domingo (14). Fonte: Mempool.space.
Histórico da dificuldade de mineração do Bitcoin mostra que esse foi o segundo maior reajuste do ano. Fonte: Newhedge/Reprodução.

Empresas de mineração seguem em alta nas bolsas, apesar da pressão do Bitcoin

Dados do CompaniesMarketCap apontam que as mineradoras de Bitcoin estavam avaliadas em US$ 35,8 bilhões em agosto de 2025. Hoje, quase um ano depois, essas mesmas empresas possuem um valor de mercado superior a US$ 100 bilhões.

Mineradoras de Bitcoin sobrevivem à queda da criptomoeda. Fonte: CompaniesMarketCap/Reprodução.

O motivo dessa alta está relacionado à migração de parte de seus trabalhos para atender à demanda do setor de Inteligência Artificial, um movimento que teve início ainda em 2023, aproveitando-se do boom desse novo mercado.

Em relação ao Bitcoin, hoje essas empresas seguem dependentes da alta de preços da criptomoeda. Somado a isso, o próximo halving, esperado para abril de 2028, também deve seguir pressionando suas receitas.

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Henrique HK

Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

Autor:
Henrique HK