“Esse indicador do Bitcoin é um contrário”, diz professor Renato Trezoitão

Análise indica que Medo do mercado atingiu pânico, talvez exagerado

O professor e analista libertário Renato Amoedo, popularmente conhecido como Renato Trezoitão, utilizou sua conta no X (antigo Twitter) nesta segunda-feira (9) para oferecer uma leitura contra-intuitiva sobre a atual correção do mercado de bitcoin.

Enquanto a moeda digital luta para recuperar o patamar dos US$ 70 mil, Trezoitão destacou que o sentimento de pânico generalizado costuma funcionar como um indicador reverso para investidores experientes.

Ao concordar com uma análise prévia de Dov, do canal Bitcoinheiros, Trezoitão argumentou que, nos extremos gráficos, métricas de sentimento devem ser interpretadas pelo oposto do que a multidão sente.

🛡️Aprenda a proteger seus bitcoins sem depender de terceiros. 👉 Treinamento de auto custódia. 🟠Receba consultoria em Bitcoin com os maiores especialistas do mercado.

Para ilustrar a psicologia do ciclo de mercado, o autor de “Bitcoin Red Pill” recorreu a uma analogia sobre sobrevivência e escassez. Ele afirmou que “quem já conheceu violência real se mantém alerta” e “quem passou fome não desperdiça”, sugerindo que investidores calejados mantêm a frieza diante da volatilidade.

Segundo sua análise, os momentos de queda servem como janela de oportunidade para “baleias” acumularem satoshis, enquanto as “sardinhas” entregam suas posições, seja por medo infundado ou por liquidação forçada de alavancagem (o chamado rekt).

A publicação reforça que a venda em momentos de baixa histórica de sentimento representa um erro estratégico primário. Trezoitão enfatiza que o comportamento de manada leva o pequeno investidor a vender no fundo, justamente quando o dinheiro inteligente atua na ponta compradora para absorver a liquidez disponível.

Imagens compartilhadas pelo professor exibem dados históricos do “Índice de Medo e Ganância”, apontando que o marcador raramente atinge a zona abaixo de 5 pontos.

Os gráficos evidenciam que, estatisticamente, tocar nessa região profunda de “medo extremo” coincide com fundos locais de preço, antecedendo recuperações vigorosas. A leitura visual apresentada sugere que o mercado pode estar tecnicamente sobrevendido e próximo de uma exaustão da força vendedora.

O comentário serviu como endosso direto à observação de Dov, apresentador do Bitcoinheiros, que primeiramente levantou a anomalia estatística. O analista observou que o sentimento negativo atingiu níveis raros, vistos poucas vezes na história do ativo digital.

A concordância entre duas figuras importantes do maximalismo brasileiro reforça a narrativa de que o atual cenário de “sangue nas ruas” pode configurar um ponto de entrada assimétrico para quem possui baixa preferência temporal.

O que o número 5 revela para o Bitcoin em 2026?

O Índice de Medo e Ganância (Fear and Greed Index) é uma ferramenta multifatorial que analisa volatilidade, volume de mercado, interações em redes sociais e dominância para pontuar o sentimento do investidor de 0 a 100.

A pontuação próxima a 5, registrada neste início de fevereiro de 2026, indica um pânico quase absoluto, nível raramente visitado desde os colapsos de grandes corretoras em ciclos passados.

Historicamente, quando o ponteiro afunda nessa zona de um dígito, sinaliza que o medo irracional tomou conta do varejo, criando distorções de preço que tendem a ser corrigidas rapidamente assim que a confiança retorna.

$100 de bônus de boas vindas. Crie sua conta na maior corretora de criptomoedas do mundo e ganhe até 100 USDT em cashback. Acesse Binance.com

👉Entre no nosso grupo do WhatsApp ou Telegram| Siga também no Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Google News.

Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

Últimas notícias