Estado dos EUA avalia autorizar investimento de até 10% das reservas estaduais em Bitcoin
28/01/2026 15:58 15:58
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Dakota do Sul nos EUA pode ser mais um estado a trabalhar legalmente com bitcoin (Foto/Reprodução)
Um novo projeto de lei apresentado na Legislatura da Dakota do Sul (EUA) pretende autorizar oficialmente o estado a investir parte de seus fundos públicos em Bitcoin (BTC).
O “House Bill 1155”, apresentado pelo deputado Manhart na terça-feira (27), propõe alterar a legislação atual para incluir a maior moeda digital descentralizada do mercado como uma classe de ativo permitida para gestão do Tesouro estadual.
A proposta estabelece que o Conselho de Investimentos do Estado poderá alocar até 10% do dinheiro disponível para investimento em Bitcoin.
O texto define Bitcoin de forma precisa, referindo-se ao ativo nativo da rede blockchain descentralizada originada no bloco gênese de 3 de janeiro de 2009 e mantida pela cadeia com maior prova de trabalho acumulada (Proof of Work). Ou seja, não prevê acumulação de nenhuma altcoin ou stablecoins pelo estado.
Projeto de lei cita até a função de chave privada do bitcoin e prevê vários modelos de custódia diferentes
A medida insere o Bitcoin no rol de investimentos permitidos ao lado de títulos do Tesouro dos EUA, obrigações estatais e debêntures corporativas de alta classificação.
O texto também define “chave privada” como o elemento criptográfico único usado para assinar transações, conhecido apenas pelo proprietário.
O projeto não apenas libera a compra, mas impõe regras de segurança para a custódia do bitcoin, como a Direta realizada pelo próprio governo detendo as chaves privadas. Além disso, a Custódia Qualificada com bancos ou empresas reguladas com autorização para a atividade também podem manter a posse do tesouro.
Outro formato que projeto de lei ainda prevê é a acumulação de bitcoin via ETFs, terceirando novamente a custódia dos ativos aos emissores dos produtos financeiros.
Para a custódia direta, a lei exige o uso de ambientes criptografados e protegidos por hardware (chaves privadas em ambientes seguros), autenticação sem senha para movimentação e armazenamento em pelo menos dois data centers geograficamente distintos. Além disso, o sistema deve passar por auditorias regulares de código e testes de penetração.
Se aprovada, a lei colocará a Dakota do Sul na vanguarda dos entes federativos americanos que buscam diversificar suas reservas soberanas com ativos digitais escassos, seguindo uma tendência de adoção institucional crescente em 2026.
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Bruno Costa
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.
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