
Bitcoin superou os US$ 80.000 e atingiu seu maior preço desde janeiro. Imagem: ChatGPT.
Os ETFs americanos de Bitcoin registraram entradas de US$ 1,97 bilhão em abril, marcando o segundo mês consecutivo no positivo. Somado a isso, o índice de medo e ganância do Bitcoin saiu do ‘medo extremo’, mostrando uma mudança no sentimento do mercado.
O Bitcoin superou os US$ 80.500 na madrugada desta segunda-feira (4), maior preço desde o fim de janeiro. No momento desta redação, a criptomoeda é negociada na faixa dos US$ 79.000.
Por hora, o mercado aguarda pelos dados de inflação dos EUA, sendo o principal indicador que pode pressionar o mercado.
Após quatro meses consecutivos de saídas, entre novembro e fevereiro, os ETFs americanos de Bitcoin mostram a volta do interesse de Wall Street pela criptomoeda. Além do fluxo positivo de US$ 1,32 bilhão em março, os fundos registraram entradas de US$ 1,97 bilhão em abril.
Embora os ETFs da Fidelity e da Grayscale estejam com um fluxo negativo nos últimos 30 dias, o destaque fica para a BlackRock, com cerca de US$ 2 bilhões de entradas no mesmo período.
Na sequência aparece o estreante MSBT do Morgan Stanley, com US$ 178,9 milhões em entradas, bem como o ARKB da Ark Invest/21 Shares com US$ 137,9 milhões.
Já na última sexta-feira (1º), os ETFs registraram entradas de US$ 629,7 milhões, reforçando o apetite institucional pela criptomoeda.
Em fevereiro, o sentimento do mercado atingiu um dos piores níveis da sua história, superando até mesmo a fase da falência da FTX em novembro de 2022. Apesar disso, o índice saiu do ‘medo extremo’, mostrando uma forte recuperação em abril.
Já o índice do CoinMarketCap registrou dois dias acima de 60 em abril, significando que o mercado estava com ganância, algo visto pela última vez em outubro de 2025.
Em suma, tais índices sugerem que investidores devem comprar quando o mercado está no medo extremo e vender quando eles marcam ganância extrema, ou seja, momentos em que investidores se mostram irracionais.
Tanto o fluxo dos ETFs quanto o sentimento do mercado estão ligados ao próprio preço do Bitcoin. Nesta segunda-feira (4), o maior valor dos últimos 93 dias.
Agora, a expectativa está voltada para os próximos relatórios de inflação dos EUA, que podem mexer com o preço da criptomoeda. Isso porque a próxima reunião do Fed está marcada só para o dia 17 de junho, daqui a 44 dias.
Dado isso, o Bitcoin tem caminho livre para se estabelecer antes de uma possível surpresa pelo Banco Central americano e seu novo presidente.