“Faraó dos bitcoins” lavou dinheiro da prisão”, aponta investigação

Banco digital Capitual nega ter relação com empresa utilizada pelo líder da GAS Consultoria.

Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins em pronunciamento
Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins em pronunciamento /Reprodução

O “Faraó dos bitcoins”, como ficou conhecido Glaidson Acácio dos Santos, continuou lavando dinheiro mesmo após ser preso pela Polícia Federal. Assim, novos dados revelados pela Receita Federal aos investigadores da PF ajudaram a elucidar como funcionava o mecanismo criminoso.

A informação foi revelada na terça-feira (28), pela Folha de São Paulo, que teve acesso aos autos da investigação feira pela Operação Kryptos, deflagrada em 2021.

Segundo a reportagem, o líder da GAS Consultoria utilizou uma corretora de uma advogada do Mato Grosso do Sul para seguir com suas atividades mesmo após as primeiras operações. Ela tinha o papel principal de dar seguimento nas operações, embora a investigação tenha encontrado indícios de que a advogada utilizou os serviços da Malta Intermediação de Negócios e Consultoria LTDA.

De acordo com a Folha, a defesa de Glaidson diz que os fatos não aconteceram como foi narrado pelo MPF na acusação e que ele é inocente.

O que diz a empresa de OTC Malta?

Procurada pela reportagem, a Malta Intermediação disse que assim que as informações da advogada cúmplice do “Faraó dos Bitcoins” chegaram ao seu conhecimento, ela foi bloqueada e as autoridades competentes receberam as informações necessárias para conduzir sua investigação.

A advogada foi quem intermediou as operações de Glaidson, presa pela PF na terceira fase da Operação Kryptos, em fevereiro de 2022.

“A Malta Intermediação de Negócios e Consultoria Ltda, que atua no mercado OTC de
criptomoedas, esclarece que as negociações realizadas pela corretora pertencente à
Sra. Eliane Medeiros de Lima foram bloqueadas tão logo se obteve a informação de
seu envolvimento com a GAS e as investigações em curso. O registro das transações
realizadas foi encaminhado para as autoridades para auxiliar nas investigações.”

O que disse a Binance sobre sua suposta ligação com o caso?

Como a Binance também foi mencionada pela reportagem da Folha de São Paulo, a corretora emitiu um comunicado informando que sempre ajudou as autoridades no caso do golpe de Cabo Frio.

A Binance ressalta que sua equipe de investigação de renome mundial trabalha em constante coordenação com as autoridades locais. Isso inclui o trabalho com a Polícia Federal para levar Glaidson Acácio dos Santos à justiça em 2021, congelando suas contas e identificando fluxos de receita potencialmente ilícitos em várias plataformas no mundo todo.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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