
Mercado aguarda publicação dos relatórios sobre setor cripto. Imagem: Alesia Kozik/Pexels.
O GAFI (Grupo de Ação Financeira Internacional), também conhecido pela sigla inglesa FAFT, publicou na última sexta-feira (19) detalhes sobre uma série de decisões para reforçar o combate global à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.
Um dos destaques é a menção para o setor de criptomoedas, chamadas de Ativos Virtuais (AV) no documento, bem como para corretoras cripto, chamadas de Provedores de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs).
Fora do setor cripto, é destacado o uso de redes sociais e aplicativos de mensagens por criminosos e terroristas, uso de sistemas paralelos de pagamento e análise de riscos sobre cassinos e apostas online, dentre outros temas.
Em suma, o papel do Gafi é promover a implementação de políticas globais para o combate à lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros. Em sua última reunião, o grupo reforçou a necessidade de fiscalizar o setor de criptomoedas.
Como exemplo, o texto afirma que o GAFI aprovou uma atualização de seus padrões para criptomoedas e corretoras de criptomoedas, sem dar grandes detalhes sobre as decisões. Indo além, também prometeu analisar os riscos ligados ao setor de DeFi, que inclui corretoras descentralizadas e outras plataformas do tipo.
“Com o crescimento das plataformas de Finanças Descentralizadas (DeFi) e sua possível exposição a riscos de lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e financiamento da proliferação, um novo relatório específico analisará os desafios regulatórios relacionados.”
Segundo o GAFI, os relatórios em questão serão publicados no próximo mês.
Dentre outros pontos abordados estão adições de países ao monitoramento intensificado, incluindo Bósnia e Herzegovina e Iraque, bem como a saída de Argélia e Namíbia dessa lista após avanços no combate à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.
No setor financeiro, o texto revela a realização de uma consulta pública sobre uma nova orientação voltada para pagamentos transfronteiriços, bem como chama atenção para o uso de outras ferramentas digitais, como redes sociais e mensageiros, por criminosos e terroristas.
Também na semana passada, Changpeng Zhao, fundador da Binance, falou sobre a Hyperliquid. Atualmente, a corretora domina o mercado de derivativos dentre as soluções descentralizadas.
“Acredito que a invenção da Hyperliquid é incrível. Eles ocupam um nicho que a corretora Binance não pode competir. Eles não têm KYC.”
Seguindo, CZ aponta que os fundadores da Hyperliquid dizem que a plataforma é descentralizada, mas aponta que a equipe tem muito controle sobre o projeto. Indo além, também afirma que não faria o que eles fazem, justamente por já ter tido problemas com a lei.
“Imagino que eles tenham bons advogados, eles estão fazendo muito dinheiro, já são caras grandes, podem cuidar de si.”
Em outras palavras, ainda que a Hyperliquid e outras corretoras usem contratos inteligentes para depósitos e saques, autoridades poderiam pressionar esses desenvolvedores para derrubar esses projetos, alegando riscos sobre lavagem de dinheiro e outros crimes.
Por hora, o mercado aguarda a liberação dos relatórios do GAFI para entender o pensamento do grupo sobre o tema.