GenBit quer “pagar” investidores com remédios, sushis e sapatos

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A matéria foi atualizada nesta sexta-feira (21) com a resposta da GenBit. Veja a íntegra da nota no final da reportagem. 

Na última semana, o presidente da GenBit, Nivaldo Gonzaga, anunciou em uma live no Instagram o lançamento e a instalação das POS Treeppay.

As POS são pequenas maquininhas de cartão que aceitam o Treep Token (TPK), ativo digital criado pela Gensa Serviços Digitais (Grupo Tree Part), holding que controla a exchange.

Segundo lista enviada pela GenBit à reportagem do Livecoins, pelos menos 24 pontos comerciais em São Paulo e no Paraná já receberam o aparelho e aceitam a “criptomoeda” do grupo, que recentemente teve R$ 800 milhões bloqueados pela Justiça.

Cinco dos estabelecimentos estão em Jundiai (SP), nove em São José do Rio Preto (SP), três em Catanduva (SP), dois em Pindorama (SP), um na capital paulista e três em Curitiba (PR).

Clientes podem comprar de tudo um pouco

Entre os pontos comerciais parceiros da empresa há espaços que vendem açaí com granola e banana, cabeleireiros, farmácias, supermercados, lojas de sapatos e até restaurantes japoneses.

Ou seja: aqueles clientes aqueles que investiram na antiga Zero10 Club com a promessa de receber até 15% de lucro ao mês em cima do capital aportado (em reais) – ganharam como “compensação” até 30% de desconto em produtos.

A reportagem apurou que na loja Family Calçados, no centro da capital paranaense, é possível comprar uma sandália da marca Modare, que custa R$ 82,90 à vista, por R$ 62,30 (20% de desconto).

Reprodução/Facebook

Já no na Drogaria João Paulo, em São José do Rio Preto, os clientes que pagam com TPK têm 30% de desconto nos genéricos e 10% na perfumaria.

Clientes não curtiram

Os clientes da empresa não estão gostando nada na história. “Na minha cidade (Campinas) não tem nenhum ponto credenciado. No momento, ter o cartão Treeppay e nada é a mesma coisa”, disse um deles ao Livecoins.

Outros investidores, em grupos de conversa, dizem que esses estabelecimentos parceiros pertencem a líderes ou parceiros da GenBit, e eles estariam aumentando os preços antes de oferecer um suposto desconto. A reportagem não conseguiu confirmar essa informação.

Alguns clientes ouvidos em outras ocasiões também criticaram o TPK. “Eu investi na empresa para receber lucros em reais e agora querem me pagar com moedas que me dão somente a possibilidade de comprar produtos? Assim não dá”.

O único que pelo jeito está gostando da novidade, segundo um release enviado pela GenBit à imprensa, é Elifelete Marcondes.

No texto, no entanto, a empresa identificou Marcondes como cliente do grupo, mas na verdade ele é líder e ex-ancião da Congregação Cristã no Brasil, como revelou o Livecoins.

De acordo com o release, Marcondes participou em janeiro de um evento da empresa, ocasião em que a POS Treeppay teria sido apresentada a mais de 100 clientes.

Lá, o líder disse que sempre acreditou na GenBit e achou a novidade (a maquininha de cartão) um marco. “Estamos começando a fazer algo que não está sendo feito no mundo”, falou.

Nota de resposta da GenBit

Em resposta a publicação do Livecoins veiculada nesta quinta-feira, 20/02, o Grupo Tree Part esclarece:

A afirmação de que a Genbit “quer pagar investidores com remédios, sushis e sapatos” é falsa e tendenciosa. A intenção da empresa é promover mais usabilidade para os TreepTokens, valorizando o ativo no mercado.

A própria comunidade já aderiu, efetuando inúmeras transações comerciais Peer to Peer, compra e venda de bens de consumo, entre outras, como pode ser facilmente verificado nas mídias sociais.

Além disso, desde que começaram as ativações, os POS’s Treeppay foram instalados em quase 50 comércios no estado de São Paulo e do Paraná, e mais de 300 estabelecimentos estão em processo de análise. Assim, os clientes já podem utilizar os seus ativos como moeda no dia a dia.

A usabilidade do ativo digital, TreepToken, faz parte do projeto empresarial iniciado em 2018. A implantação das maquininhas em estabelecimentos do mercado, consiste na realização da 3º fase do projeto, em que empresa consolida a nova economia digital.

Esclarece também que a informação de que os estabelecimentos estão aumentando o preço dos produtos é infundada. Além disso, a empresa não tem nada a ver com a precificação de produtos dentro dos comércios que instalaram os POS’s.

Sobre Elifelete Marcondes, afirmamos que ele é cliente da empresa e destacamos que no release enviado no dia 13/01/2020, havia outros entrevistados. Acreditamos que o jornal optou por falar apenas dele, devido as notícias caluniosas que estão surgindo em seu nome.

Por fim, conforme já esclarecido, a Genbit é uma exchange que promove intermediação de criptoativos, nos mesmos moldes de operação de qualquer outra do mercado, e opera dentro da legalidade e legitimidade dos parâmetros de mercado existentes, inclusive da IN 1.888/19. Em relação a plataforma Zero10, serviço opcional disponibilizado, essa operação foi encerrada em julho/19 em respeito a orientação da CVM.

Ademais, a conquista da usabilidade de ativos digitais como forma de pagamento sempre foi o desejo do mercado digital, e a tecnologia desenvolvida, homologada, e validada atende esse desejo.

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Lucas Marins
Lucas Marins
Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).
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