Grande banco dos EUA é acusado de participação em golpe com criptomoedas

O banco não protocolou um Relatório de Atividade Suspeita (SAR) para o FinCEN em fevereiro de 2017. Com isso, a ação acusa o banco de ter permitido e auxiliado em fraude financeira, além de má fé comercial.

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O esquema de pirâmide OneCoin foi o maior esquema ponzi recente, sumindo com bilhões de clientes, levando a prisões e até mesmo a uma caça internacional à principal líder do esquema. O caso voltou à atenção dos investidores com a alegação de que o BNY Mellon, um dos mais antigos bancos dos EUA, foi uma peça central no esquema.

As alegações vieram dias depois do vazamento do FinCEN Files, que mostrou a ligação de diversos bancos tradicionais com inúmeras atividades ilegais e a lavagem de trilhões de dólares.

Os investidores Donald Berdeaux e Christine Grablis acrescentaram o Bank of New York (BNY) a uma ação conjunta já existente movida contra a OneCoin e seus principais líderes. A ação coletiva acusa o banco de lavar aproximadamente US $ 300 milhões para a pirâmide.

Os requerentes, que investiram mais de US$ 1 milhão na OneCoin, afirmaram que o BNY Mellon acabou processando pagamentos para o esquema em maio de 2016 e até mesmo reconheceu a possibilidade de o investimento ser um esquema de pirâmide em dezembro do mesmo ano.

Fundadora da OneCoin
Fundadora da OneCoin

No entanto, o banco não protocolou um Relatório de Atividade Suspeita (SAR) para o FinCEN em fevereiro de 2017. Com isso, a ação acusa o banco de ter permitido e auxiliado em fraude financeira, além de má fé comercial.

“Sendo assim, o BNY Mellon participou conscientemente, ou foi complacente, na lavagem de dinheiro da OneCoin”, informa a ação coletiva.

O BNY Mellon não quis comentar sobre essas alegações, mas um porta-voz afirmou que “O banco leva muito a série o seu papel em proteger a integridade do sistema financeiro global”, mas por lei, não comentaria nenhuma possível emissão de um SAR para autoridades dos EUA.

David Silver, fundador da firma de direito que está como conselheiro principal na ação coletiva, disse em entrevista ao CoinDesk que os arquivos vazados do FinCEN mostram que o BNY podia, e deveria, ter atuado mais cedo, o que evitaria que milhares de investidores perdessem dinheiro no esquema.

Além do BNY, a ação coletiva também cita Ruja Ignatova, a líder principal e fundadora do OneCoin, Ruja está foragida até hoje e continua sendo procurada pela policial. Outros líderes já foram presos e Konstantin Ignatov, irmão de Ruja, foi retirado da ação coletiva após pagar uma acordo com os requerentes.

Com isso, temos mais um caso em que os arquivos do FinCEN mostram conexões suspeitas entre os bancos tradicionais e diferentes golpes.

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Matheus Henrique
Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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