Youtuber liga para o Greenpeace para saber se eles aceitam doações em Bitcoin e a resposta vai lhe surpreender

“Parece que na hora que o dinheiro aparece, o Bitcoin começa a ficar interessante”, concluiu o youtuber.

O Greenpeace, ONG focada em questões ambientais, voltou a atacar o Bitcoin nesta semana em continuidade de sua campanha chamada “Mude o código, não o clima” com uma estátua chamada “Caveira de Satoshi”.

Além da obra de arte ter sido rapidamente adotada pela comunidade, tendo um efeito contrário do esperado pela ONG, um youtuber brasileiro decidiu ir além.

Ligando para a central de doações do Greenpeace, Guilherme Rennó, do canal Criptomaníacos, quis saber se a organização ainda aceita doações em Bitcoin apesar das recentes críticas.

“Primeiramente gostaria de parabenizar vocês pelo excelente trabalho que vêm fazendo na preservação da natureza, combate a poluição, combate ao consumo de energia”, iniciou Rennó em sua ligação ao Greenpeace. “Realmente é um trabalho fantástico de vocês e como retribuição eu queria fazer uma doação para vocês.”

— O problema é que eu quero manter meu anonimato. Então eu queria fazer uma doação em Bitcoin.
— Ah, sim, entendi. Nesse caso eu vou precisar verificar. Você conseguiria me passar seu e-mail para eu verificar sobre essa questão? Porque sobre doação em Bitcoin, eu não sei como funciona.
— Você sabe se aceitam ou não? Doação em Bitcoin?
— Pode, pode sim. A gente verifica o que dá para fazer e a gente te passa uma resposta.

“Parece que na hora que o dinheiro aparece, o Bitcoin começa a ficar interessante”, concluiu o youtuber.

Artista que criou a Caveira de Satoshi mudou de opinião

Outro ponto interessante nessa história foi a mudança de pensamento de Von Wong, artista responsável pela criação da obra usada pelo Greenpeace, após receber um grande feedback da comunidade.

“Raramente espero encontrar conversas construtivas na internet, mas as mensagens valeram a pena. Aprendendo muito com @level39, @DSBatten e @thetrocro — apoiadores do BTC e ambientalistas. Aguardando mais diálogos!”

Já no sábado (24), o artista fez uma postagem maior, tentando explicar como estava se sentindo após a grande repercussão de sua obra e admitindo estar errado.

“Fiz a Caveira acreditando que a mineração de Bitcoin era uma simples questão em preto e branco. Passei toda a minha carreira tentando reduzir o desperdício físico do mundo real, e o PoW parecia intuitivamente um desperdício”, tuitou Von Wong. “Claro, eu estava errado. Poucas coisas no mundo são preto e branco.”

Na sequência, Wong afirma que o melhor caminho a seguir é juntar-se a comunidade e ajudar a melhorar o Bitcoin por dentro.

“Estou animado para aprender com a comunidade do Bitcoin sobre como podemos fazer isso acontecer e fazer o Bitcoin se tornar CO2 negativo até o final da década.”

“No mundo real, o Greenpeace usará [a Caveira de Satoshi] como um símbolo do motivo pelo qual o Bitcoin precisa mudar seu código”, finalizou o artista. “Online, ela se tornou um mascote para o potencial ambiental do Bitcoin — e eu AMO isso.”

Por fim, essa é mais um exemplo de que os usuários do Bitcoin estão abertos ao diálogo tanto com ambientalistas e economistas quanto com profissionais de outras áreas. Como resultado, muitos acabam se convencendo que o Bitcoin merece mais respeito.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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