Greenpeace ataca BlackRock, Mastercard e outras empresas que apoiam o Bitcoin

Da última vez que o Greenpeace atacou o Bitcoin, investidores convenceram até mesmo o criador da escultura “Caveira de Satoshi” de que o assunto não era 'preto no branco'.

Em um extenso documento de 48 páginas, o Greenpeace voltou a falar sobre os impactos do Bitcoin no meio ambiente. Desta vez, seus alvos foram gigantes de Wall Street com investimentos diretos e indiretos na criptomoeda.

BlackRock, Fidelity, Vanguard, Citigroup, JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Visa, MasterCard e American Express foram mencionadas pela ONG. O relatório também citou algumas mineradoras privadas como Riot e Stronghold.

Segundo o Greenpeace, “o Bitcoin consome tanta eletricidade quanto países inteiros, e 62% da eletricidade usada para mineração de Bitcoin globalmente em 2022 veio de combustíveis fósseis”. Os dados foram rebatidos por terceiros.

Greenpeace ataca gigantes de Wall Street com exposição ao Bitcoin

Já na capa de seu relatório, o Greenpeace trouxe a usar a “Caveira de Satoshi”, uma escultura criada para demonizar o Bitcoin, mas que acabou sendo adotada pela comunidade.

Nas páginas seguintes, a ONG mostra seu descontentamento com as gigantes de Wall Street que começaram a apoiar a criptomoeda. Nove gigantes foram classificadas por grau de exposição ao Bitcoin.

A maior exposição, segundo a ONG, fica para a BlackRock, única a ser classificada com o grau “muito alto”.

“Grandes investimentos em empresas de mineração e oferece serviços e produtos de investimento em BTC”, escreveu o Greenpeace sobre a BlackRock.

JP Morgan, Fidelity, Vanguard e Goldman Sachs aparecem com um grau “alto”. Os motivos citados são os mesmos. Citigroup, Mastercard e Visa aparecem com exposição “moderada”, sem investimentos em mineradoras, mas oferecendo soluções de investimento.

“O consumo de energia e as emissões de carbono do Bitcoin, a maior criptomoeda do mundo, rivalizam com os de alguns pequenos países”, aponta o Greenpeace. “A máquina global que o mantém funcionando gera poluição do ar, da água e sonora.”

Greenpeace classificou gigantes de Wall Street por nível de exposição ao Bitcoin.
Greenpeace classificou gigantes de Wall Street por nível de exposição ao Bitcoin.

Em outro gráfico, a ONG destaca que BlackRock, Vanguard e Fidelity possuem US$ 1,3 bilhão em investimentos combinados em mineradoras de Bitcoin, mas que nenhuma delas está preocupada em solucionar o problema.

Wall Street pode ser um Cavalo de Troia para o Bitcoin?

Mesmo que o pedido de ETF da BlackRock tenha animado o mercado, fazendo o Bitcoin atingir novos níveis de preço em 2023, alguns investidores estão preocupados com as ‘letras miúdas’ do documento.

Em análise minuciosa, bitcoiners descobriram que a BlackRock pode, a próprio critério, escolher a rede que desejar em caso de uma divisão de consenso.

“[A BlackRock] usará seu critério para determinar qual rede deve ser considerada a rede apropriada”, aponta o documento. “Não há garantia que [a BlackRock] escolherá o ativo digital que seja o fork mais valioso.”

Portanto, embora seja difícil acreditar que a BlackRock apoiará a campanha “Mude o Código” do Greenpeace (principalmente sobre as recentes declarações de Larry Fink sobre ESG), a possibilidade está aberta.

Críticas do Greenpeace são rebatidas, novamente

Da última vez que o Greenpeace atacou o Bitcoin, investidores convenceram até mesmo o criador da escultura “Caveira de Satoshi” de que o assunto não era ‘preto no branco’.

Na data, diversos especialistas se prontificaram a conversar sobre a ONG sobre o tema. Apesar do assunto parecer estar finalizado, eles precisaram defender o Bitcoin novamente.

Uma das melhores respostas é um longo texto publicado na Batcoinz, digno de leitura para aqueles que estão preocupados com o futuro do meio ambiente.

“Devido às suas muitas imprecisões, exclusões, uso de dados de origem incorretos, ausência de evidências para apoiar muitas afirmações, falta de avaliação objetiva do impacto ambiental completo e evidência de forte viés do apresentador, este relatório deve ser desconsiderado”, escreveu um pesquisador sobre o estudo do Greenpeace.

Um dos destaques da resposta fica para a porcentagem de fontes de energia renováveis por mineradoras, hoje responsáveis por mais de 50% da alimentação.

Fontes de energia da mineração de Bitcoin. Fonte: Batcoinz/Reprodução.
Fontes de energia da mineração de Bitcoin. Fonte: Batcoinz/Reprodução.

Por fim, conforme estudos podem influenciar decisões políticas, tais defesas são de suma importância para desmitificar a situação da indústria de mineração e, principalmente, do Bitcoin como um todo.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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