Inquérito contra “Bitcoin Loophole” é autorizado pela justiça de São Paulo

Caso foi tratado como crime contra ordem tributária pela justiça. Suspeitas que golpe seja operado da Rússia.

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Mão segurando Bitcoin e martelo da justiça
Mão segurando Bitcoin e martelo da justiça

A justiça de São Paulo autorizou nos últimos dias a abertura de um inquérito policial contra o esquema fraudulento conhecido como Bitcoin Loophole – um golpe que utiliza a imagem de pessoas famosas pelo mundo para promover falsos investimentos com criptomoedas.

No Brasil, Tiago Leifert é um dos famosos que tiveram a imagem usada no golpe. Prometendo lucros altos e garantidos no mercado, os golpistas causaram problemas para o apresentador do BBB, que teve até que desmentir que investia em criptomoedas.

Na última semana, a modelo Melina Ramirez, também afetada pelo mesmo golpe, também desmentiu sua participação no mercado de criptomoedas.

O golpe tem um modus operandi claro, que é criar sites falsos com a imagem de famosos, afirmando que eles são investidores de Bitcoin Loophole. Contudo, como essa seria uma moeda melhor que o Bitcoin, “bancos e grandes empresas estariam buscando censurar a nova tecnologia”.

Essa história infelizmente convence muitos investidores, que ao depositar Bitcoin no golpe site, acabam perdendo tudo.

Apesar de o Bitcoin Loophole ser um dos nomes comuns do golpe, Bitcoin Era, Bitcoin Pro, e Bitcoin Revolution também são citados nas mesmas páginas falsas, que costumam circular em grupos de WhatsApp e redes sociais.

Justiça autoriza inquérito policial contra Bitcoin Loophole

A justiça de São Paulo autorizou as autoridades policiais brasileiras a perseguirem os rastros da Bitcoin Loophole no Brasil. A decisão foi publicada no Diário de Justiça de SP nesta terça-feira (1).

O crime será julgado de acordo com a Lei n.º 8.137/1990, que dispõe sobre os crimes contra a ordem tributária. Essa relação de consumo abusiva pode levar um condenado a pena máxima de prisão em 5 anos mais multa de até R$ 2 milhões, podendo ser agravada, dependendo da decisão do juiz.

O órgão responsável pela investigação será a Divisão de Investigações sobre Infrações contra o Consumidor (DIICC), divisão de inteligência do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), da Polícia Civil de São Paulo capital.

A decisão foi dada pela juíza Julia Martinez na última segunda-feira (31), após manifestação do Ministério Público de São Paulo. O caso será enviado para um juizado especial criminal competente, que irá julgar o possível golpe Bitcoin Loophole no Brasil pela primeira vez.

Vale o destaque que autoridades de vários países já procuram os responsáveis por criar este golpe, que não é exclusivo do Brasil e funciona apenas pela internet.

Esse golpe que já atacou vítimas pelo mundo pode ser operado da Rússia, de acordo o The Guardian.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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