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Ledger sofre novo vazamento de dados incluindo nome, e-mail, endereço e telefone de clientes

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A Ledger, uma das principais fabricantes de carteiras de hardware do mundo, revelou nesta segunda-feira (5) que sofreu mais um vazamento de dados de seus clientes.

Segundo e-mail enviado pela empresa, a falha aconteceu na Global-e, uma plataforma de e-commerce internacional responsável pelo processamento de pedidos e logística de vendas globais da Ledger.

Essa não é a primeira vez que a empresa sofre com um ataque do tipo. Como exemplo, ainda em 2020, a Ledger teve seu banco de dados exposto, vazando dados como nome e sobrenome, endereço, e número de telefone de seus clientes.

Ledger sofre novo vazamento de dados de clientes

Embora a Ledger ainda não tenha se pronunciado em seu site ou redes sociais sobre o assunto, diversas pessoas estão compartilhando capturas de tela de um e-mail enviado pela empresa nesta segunda-feira (5).

“Prezado cliente, a Global-e identificou recentemente uma atividade incomum em uma parte de nossa rede”, inicia o texto. “Imediatamente após tomarmos conhecimento dessa atividade incomum em nossos sistemas de nuvem, adotamos medidas para conter e, por fim, proteger nossos sistemas.”

“Contratamos especialistas forenses independentes para conduzir uma investigação sobre o incidente e conseguimos determinar que alguns dados pessoais, incluindo nome e informações de contato, foram acessados de forma indevida.”

Ledger reconhece vazamento de dados de clientes que compraram suas carteiras através da Global-e, responsável pela logística global da empresa. Fonte: Reprodução.

Seguindo, a Ledger diz saber que “a privacidade e a segurança das informações são extremamente importantes para os clientes da Ledger devido à natureza de seus produtos e serviços” e por isso estão entrando em contato com os afetados.

“As informações envolvidas incluíram identificadores pessoais básicos, como nomes, endereços postais, endereços de e-mail, números de telefone e detalhes de pedidos (como número do pedido, produto adquirido e valor pago).”

Por outro lado, a empresa afirma que seus dispositivos de hardware, software e outros serviços não foram afetados.

Empresa dá dicas de segurança

O primeiro vazamento de dados da Ledger de 2020 continua ecoando após cinco anos. Como exemplo, clientes continuam relatando que estão recebendo cartas falsas de golpistas se passando pela empresa.

Por conta disso, a empresa deu dicas de segurança para seus clientes.

“Por excesso de cautela recomendamos que você permaneça atento a quaisquer comunicações suspeitas ou não solicitadas, incluindo e-mails, ligações telefônicas, mensagens de texto ou mensagens instantâneas que façam referência a pedidos online, e evite clicar em links suspeitos.”

“Nenhum de nós jamais entrará em contato solicitando suas informações por mensagem de texto ou ligação telefônica”, continuou a Ledger. “Se você suspeitar que se trata de uma tentativa de phishing, marque como spam e bloqueie o remetente.”

Nas redes sociais, alguns investidores sugeriram que a Trezor, rival da Ledger, seria uma melhor opção. No entanto, foi destacado que eles sofrem do mesmo problema.

“A Trezor não é muito melhor; eu tenho vários bancos de dados de clientes”, escreveu ZachXBT.

ZachXBT, famoso investigador independente que também cobriu o vazamento de dados da Ledger, afirma que Trezor sofre do mesmo problema. Fonte: X.

Revendedora oficial da Ledger no Brasil diz que seus clientes estão seguros

Em nota compartilhada com o Livecoins, Jefferson Rondolfo, CEO da KriptoBR, revendedora oficial da Ledger no Brasil, notou que clientes que adquiriram carteiras da marca através de sua empresa não foram afetados pelo vazamento de dados.

“Deixando claro que isso não afeta a KriptoBR, pois somos totalmente independentes e sequer compartilhamos dados dos nossos clientes. Lembrando que sempre foi assim, sempre nos negamos a fornecer qualquer informação de clientes nossos as fabricantes.”

“Eu recebi esse e-mail, porque eu fiz uma compra recente com eles”, continuou Rondolfo.

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Henrique HK

Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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Henrique HK