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Nobel de Economia compara Bitcoin à crise do subprime

Para quem mora nos EUA, como Krugman, talvez não façam sentido. Entretanto, em países com moedas mais fracas, como o Brasil, elas são uma maneira fácil de obter exposição do dólar. O melhor exemplo disso é o grande volume destas moedas.

Em seu último artigo de opinião postado no New York Times, Paul Krugman, vencedor do Nobel de Economia de 2008, compara o Bitcoin e outras criptomoedas à crise do subprime, ou seja, à bolha imobiliária dos EUA.

Intitulado “Do Grande Short ao Grande Golpe”, fazendo ilusão ao filme A Grande Aposta, seu texto foca na lenta adoção do Bitcoin, na ironia de algumas stablecoins e no recente colapso do ecossistema da criptomoeda Terra (LUNA).

“Parece que passamos do Big Short para o Big Scam.”

Conhecido por defender que os EUA cunhem uma moeda de 1 trilhão de dólares, Krugman é justamente o motivo pelo qual o Bitcoin se torna tão necessário, sendo uma defesa a inflação.

A bolha do subprime e o bloco gênesis do Bitcoin

Comparando as criptomoedas à crise imobiliária dos EUA de 2008, também chamada crise do subprime, Paul Krugman afirma que as criptos são a próxima grande bolha. Em seu texto, o economista cita a lenta adoção do Bitcoin, colapso de altcoins e a centralização das stablecoins.

Entretanto, Krugman esquece que o Bitcoin foi justamente uma resposta a esta crise. Até hoje, e para sempre, a seguinte frase está gravada no primeiro bloco do Bitcoin.

“The Times 03/Jan/2009 Chanceler à beira de segundo resgate aos bancos”

Embora já estivesse sendo criado antes do estouro da crise, o momento do lançamento do Bitcoin foi perfeito, estampando uma necessidade de uma moeda livre, distante da incompetência de políticos — estes os maiores responsáveis pela bolha do subprime.

Bitcoin não tem casos de uso, reafirma Nobel de Economia

Ainda que diversas empresas públicas (como MicroStrategy, Tesla e Mercado Livre) estejam usando Bitcoin como reserva de valor, outras tantas pessoas o usem para remessas internacionais — incluindo doações à Ucrânia, em guerra com a Rússia — bem como para usos mais simples como receber salário ou para outros mais extremos, como fugir de governos autoritários, Paul Krugman ainda não consegue ver uso no Bitcoin.

“Eles também perguntam por que, se as criptomoeda são o futuro, o Bitcoin — que foi introduzido em 2009 (!) — ainda não encontrou nenhum uso significativo no mundo real,” escreve Paul Krugman.

Portanto, seu destaque sobre o Bitcoin existir há 13 anos — sem interrupções — é, na verdade, um elogio e permite que mais pessoas sintam-se seguras ao usar esta criptomoedas.

Paul Krugman ataca stablecoins e altcoins

Outro ponto mencionado por Krugman é o colapso do ecossistema da Terra (LUNA), que evaporou R$ 200 bilhões de seus investidores. Aqui não há como discordar, foi um fiasco, entretanto, é preciso entender os motivos desse crash e saber diferenciar a LUNA de outros projetos.

Por fim, o economista também cita que as stablecoins deveriam evitar intermediários, porém são extremamente centralizadas, e que estas também não possuem utilidade.

“Hoje, dólares e depósitos bancários segurados pelo governo existem, então as stablecoins quase não desempenham nenhum papel nas transações comerciais comuns. Para que servem, então, esses ativos?”

Para quem mora nos EUA, como Krugman, talvez não façam sentido. Entretanto, em países com moedas mais fracas, como o Brasil, elas são uma maneira fácil de obter exposição do dólar. O melhor exemplo disso é o grande volume destas moedas.

Portanto, a visão de Krugman sobre o Bitcoin e outras criptomoedas é rasa e, vindo de alguém que deseja cunhar uma moeda de US$ 1 trilhão para solucionar a dívida dos EUA, é difícil de ser levada a sério.

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