OranjeBTC recompra milhares de ações na B3 e turbina reserva de Bitcoin por acionista
19/02/2026 14:05 14:05
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(Foto/Reprodução)
A OranjeBTC S.A. anunciou uma nova movimentação estratégica no mercado financeiro nacional nesta semana. A companhia listada na B3 sob o código OBTC3 recomprou 20.000 de suas próprias ações entre os dias 9 e 15 de fevereiro de 2026.
O investimento corporativo totalizou um gasto exato de R$ 130.551,00, com um preço médio de R$ 6,53 por papel negociado. A diretoria optou por essa manobra contábil em vez de adquirir novos Bitcoins diretos no mercado à vista durante o período de sete dias.
O objetivo central da ação corporativa visa corrigir uma anomalia de precificação identificada pelos executivos. As cotas da empresa operavam com um desconto injustificado na bolsa em relação ao valor patrimonial real das moedas mantidas sob custódia.
O CEO da OranjeBTC, Guilherme Amado Cerqueira Gomes, explicou a lógica da operação no documento oficial enviado aos acionistas. “Em linha com nossa prática recorrente, agimos para capturar valor no momento em que a distorção de preço em relação ao mNAV se acentuou“, afirmou o executivo.
Métrica BTC Yield
A corporação adota uma estratégia de negócios muito similar a de gigantes globais e foca no acúmulo agressivo do ativo digital. O tesouro atual da OranjeBTC soma a impressionante quantia de 3.722,3 unidades de Bitcoin.
A recompra de ações retira papéis de circulação na bolsa de valores e reduz a base total de sócios. Isso significa na prática que cada acionista restante passa a ser dono de uma fatia maior das criptomoedas da companhia.
Essa postura reflete direto no indicador financeiro conhecido como “BTC Yield”, responsável por medir o retorno da moeda por cota. “Essa postura consistente de alocação de capital contribuiu para o BTC Yield acumulado de 2,53%“, destacou o comunicado oficial ao mercado.
No primeiro trimestre de 2026, a métrica de desempenho já apresenta um resultado positivo de 0,13%. O foco absoluto da diretoria permanece na gestão disciplinada do caixa para maximizar a quantidade de frações da moeda digital por investidor.
Transparência nas redes sociais
A empresa usou o perfil no X (antigo Twitter) na quarta-feira (18) para reforçar os dados do balanço ao público geral. Assim, a postagem destacou a continuidade da disciplina financeira frente ao valor econômico do tesouro corporativo.
A atualização pública apontou a proporção exata para os investidores calcularem o valor real de seus ativos na carteira. O mercado tradicional precisa hoje de 43.593 ações da empresa para equivaler a um Bitcoin inteiro dentro das reservas institucionais.
O documento emitido aos acionistas indica que cada papel da companhia representa exatos 2.294 satoshis. A empresa busca se consolidar cada dia mais como uma ponte segura entre a bolsa tradicional e o ecossistema de finanças descentralizadas.
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.
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