
Após lançar partido, presidenciável tem participado de podcasts para apresentar sua visão (Foto/X)
O pré-candidato a presidência do Brasil, Renan Santos (Partido Missão), defendeu publicamente a criação de uma reserva de bitcoin no país. Fundador do partido, ele também é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL).
“Tolstói Capixaba mandou R$ 35 e disse: Boa noite, rastas e rastos. Boa noite, Renan. Como representante dos Bitcoinheiros do Produções Productions, preciso de um compromisso do senhor em defender o interesse dos bitcoinheiros do Brasil, incluindo a de decretar o Bitcoin como a moeda do Brasil do seu governo. Com esse compromisso consigo pelo menos uns 4.000 votos. Abraço“, questionou um internauta em conversa com os apresentadores Rasta e Jopa do podcast Produções Productions.
“Ó, a gente fala no livro amarelo em reserva de Bitcoin como proposta“, lembrou Santos, no início de sua resposta. O livro amarelo citado por ele, apurou a reportagem, é uma obra do Partido Missão que mostra sua visão de governo e custa R$ 299,00 cada, na versão trilogia.
Seguindo em sua explicação, o fundador do partido que utilizará o 14 nas eleições 2026 declarou que uma proposta assim se torna viável. Depois do lançamento do Missão em 2025, ele se lançou pré-candidato a presidência da República como oposição a Lula e Bolsonaro.
Assim, citou a adoção de bitcoin por El Salvador, de Nayib Bukele, que deu o primeiro passo em 2021 e segue com lucros extremos em sua posição.
“Eu acho que dá para colocar, alguns países já estão começando a fazer. El Salvador fez inclusive e acho que dá pra gente começar a fazer uma reserva em Bitcoin. Sim, eu acho que não é nenhuma loucura falar nisso e é um tipo de tema que é necessário“, concluiu em sua visão.
Em dezembro de 2025, ele chegou a ser comparado com a versão de “Bukele do Brasil” em um vídeo, e fixou o conteúdo em destaque na sua conta do X. Ou seja, indica que pretende realizar um governo que compartilha ideias com o salvadorenho que comanda o menor país da América Central.
Além de citar a possibilidade de criar uma reserva de bitcoin para o Brasil, o presidente do MBL e Missão ainda diz que confia na tecnologia blockchain.
Isso porque, ele indicou que se a tecnologia tiver uma aplicação no setor público muita corrupção pode diminuir ou até mesmo acabar. Ele explicou sua visão ao falar de emendas parlamentares, por exemplo.
“Inclusive muita gente fala, a gente trazer essa questão de blockchain é no setor público. Tem algumas pessoas que ficam noiadas com isso por causa de rastreabilidade e tal, mas acho que tem coisas legais que dá para usar, especialmente num país de emenda, né? Se você souber fazer rastreabilidade e tal, bem feita, a emenda do orçamento secreto e o desvio de dinheiro ficam muito mais difíceis. Então a gente tem ferramentas legais para usar também“, concluiu sua visão sobre o assunto.
Vale lembrar que nas últimas eleições presidenciais de 2022 no Brasil nenhum candidato ao maior cargo do executivo mostrou apoio público ao Bitcoin.
Veja a resposta completa de Renan Santos durante o podcast.
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