Queda das criptomoedas tem maior impacto sobre pessoas comuns, sugere NY Times

Portanto, as quedas podem ser tão expressivas quanto as altas quase infinitas de preços, prejudicando especialmente aqueles que não diversificam seu portfólio ou possuem pouco planejamento financeiro.

Moeda de Bitcoin quebrando após queda
Moeda de Bitcoin quebrando após queda

Embora o crash das criptomoedas tenha afetado todos investidores, desde aqueles que fazem pequenos aportes mensais de R$ 100 até a MicroStrategy e seus 129.699 bitcoins, o The New York Times sugere haver uma grande diferença no impacto financeiro e emocional entre baleias e sardinhas.

“Nenhum investidor de criptomoedas foi poupado da dor gerada pela queda de preços,” escreve o NY Times. “Mas as consequências de mais de 700 bilhões de dólares em perdas estão longe de ser equilibradas.”

A realidade por trás desta afirmação está ligada a volatilidade do mercado de criptomoedas. Afinal, embora o Bitcoin tenha se provado um ótimo investimento de longo prazo, ainda sofre com quedas gigantes e inesperadas no curto, mesmo após 13 anos terem se passado desde sua criação.

Bilionários sofreram menos com queda do Bitcoin

Citando Todd Phillips, diretor de regulamentação do Center for American Progress, o The New York Times sugere que os bilionários estão sofrendo menos com a queda de 70% do Bitcoin e de outras criptomoedas.

“Não importa o que aconteça, aqueles com dinheiro acabarão bem”

Como exemplo, aponta que Changpeng Zhao perdeu R$ 393 bilhões durante o bear market. Já os gêmeos Winklevoss, outros R$ 3,6 bilhões. Mesmo assim, nenhum destes está à beira da falência.

Tais bilionários nem sequer parecem preocupados, pelo contrário. Zhao, por exemplo, já recebeu dezenas de propostas para investir em empresas passando por dificuldade financeiras, o que pode ser traduzido como oportunidade.

Além disso, o ponto principal é que estas baleias possuem um grande planejamento financeiro, podendo sobreviver aos bear markets mais pesados, como fizeram no passado, ao contrário de pequenos players e sardinhas.

Sardinhas em risco após crash das criptomoedas

Continuando, o The New York Times conta a história de pessoas comuns que estão abaladas financeira e emocionalmente. Um deles é Ben Thompson, australiano que perdeu metade de suas economias com o crash das criptomoedas.

Após perder 45 mil dólares (R$ 235 mil), Thompson conta que planejava abrir uma cervejaria com este dinheiro. Entretanto, parece que seus planos serão, no mínimo, adiados.

Portanto, as quedas podem ser tão expressivas quanto as altas quase infinitas de preços, prejudicando especialmente aqueles que não diversificam seu portfólio ou possuem pouco planejamento financeiro.

Agravando a situação, tanto estas sardinhas quanto empresas gigantes, podem ser obrigadas a venderem suas moedas por um preço ínfimo, seja por necessidade ou descrença. Do outro lado desta negociação, outros aproveitam para acumular satoshis na baixa para vendê-los na alta — e repetir o movimento sempre que possível — ou então para apenas fazer hold.

Por fim, até o momento o mercado sempre beneficiou os mais pacientes e, ao que tudo indica, isso acontecerá novamente com a chegada do próximo ciclo de alta.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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