Reclame Aqui: Exchanges Brasileiras de Bitcoin

As exchanges brasileiras tiveram nos últimos 12 meses vários cadastros novos de usuários, entretanto com um volume de transações pequeno em relação ao mundial, mas como ficou o atendimento aos clientes?

De acordo com uma pesquisa conduzida pela Morgan Stanley em Maio de 2018, o maior volume de transações estaria em Malta, principalmente por conta da Binance estar no país, e o Brasil não se encontrava nem entre os 10 primeiros do ranking em movimentações diárias com Bitcoins.

Fonte: Pesquisa Morgan Stanley, Maio de 2018; acesso em 26 novembro 2018

Além disso, de acordo com dados da ferramenta Coin.dance, a LocalBitcoins no Brasil operou mais de R$ 15 milhões de reais em transações P2P até o fim de novembro de 2018.

As exchanges por sua vez, já com operações mais estruturadas em comparação ao final de 2017, cenário em que muitas não conseguiram atender a demanda de novos usuários e algumas até tiveram que pausar novos cadastros, movimentaram juntas cerca de 17.800 BTCs no país, de acordo com dados históricos do BITValor acessados em 01 de dezembro de 2018.

Ainda de acordo com o BitValor, o preço médio do Bitcoin foi de R$ R$ 49.939,91
no consolidado de 2018, com trade médio de R$ 3.026 nas plataformas. No momento deste, 1 Bitcoin estava cotado a R$ 16.511 no dia 01/12/2018.

Como o volume não foi um destaque nas operações brasileiras de criptomoedas, fomos atrás de conhecer o que os clientes tiveram de experiência com as plataformas, e nada melhor do que ir até a referência do mercado de reputação no Brasil, o website Reclame AQUI (também chamado de RA).

A ferramenta disponibiliza os dados de forma pública, mostra casos resolvidos e não resolvidos pelo suporte, porcentagens diversas, e serve como um guia para clientes que querem investir mas que não conhecem os ambientes de exchanges.

Na metodologia deste estudo foi feita uma pesquisa descritiva com os dados exibidos pelo RA, de forma que as opiniões a seguir mostram a realidade dos dados públicos do Reclame AQUI e não do Livecoins.

A metodologia de coleta de dados do Reclame AQUI segue uma política de avaliação com critérios próprios da empresa, dos quais geram uma reputação para ser apresentada aos clientes e curiosos em geral.

O presente estudo pretende mostrar os dados de atendimento em exchanges brasileiras de bitcoin coletadas pelo Reclame Aqui nos últimos 12 meses para o mercado nacional de criptomoedas, de forma a ajudar na transparência e fortalecimento da comunidade cripto.

Foram analisadas as seguintes exchanges por ordem alfabética: BitCambio, Bitcoin To You, Bitcoin Trade,  Braziliex, FoxBit, Mercado Bitcoin, Negocie Coins.

As mesmas foram escolhidas pelo critério de serem listadas no BitValor, observando volume na página principal e também por constarem como maiores detentoras do MarketShare no país, de acordo com o site.

Fonte: http://bitvalor.com/historico

BitCambio

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BitcoinTrade
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Nos últimos 12 meses, a BitCambio teve 32 reclamações ao todo, uma quantidade que não permite ao Reclame Aqui atribuir um índice de reputação, visto que é um número pequeno.

As 32 reclamações foram respondidas pela empresa, que demorou em média 16 dias e 22 horas para responder aos clientes, e conseguiu resolver 85.7% dos casos dos clientes no período.

Não há reputação da marca descrita, e nem o Índice de Novos Negócios (IN) no período analisado. A nota do consumidor também ficou zerada.

Bitcoin To You

A exchange Bitcoin To You obteve 213 reclamações, todas respondidas com tempo médio de 1 dia e 22 horas.

A marca possui reputação de 6.4, com a notação Regular. Além disso, 48.9% dos clientes voltariam a fazer negócio com a empresa.

O Índice de solução foi de 69.1%, com uma nota do consumidor de 4.34 em um total de 0 a 10.

BitcoinTrade

A BitcoinTrade respondeu a todas as 296 reclamações de clientes, com tempo médio de 2 dias e 10 horas.

A marca possui reputação de 8.1, com a marcação de Ótimo. Além disso, 76.6% dos clientes voltariam a fazer negócio com a empresa.

O Índice de solução (IS) foi de 90.1%, com uma nota do consumidor de 6.33 variando de 0 a 10.

Braziliex

A Braziliex teve 361 reclamações no período, da qual respondeu 359 (99.4% do total). O tempo média de cada resposta foi de 19 dias e 18 horas.

A marca possui reputação de 8.4, com a marcação de Ótimo. Além disso, de todos os clientes 82.3% voltariam a fazer negócio com a plataforma.

O IS foi de 92.7%, com a nota do consumidor sendo de 6.6 no total.

FoxBit

A FoxBit, obteve no período de 12 meses, o total de 1053 reclamações da qual respondeu 1022 (97.1% do total). O tempo médio de resposta foi de 26 dias e 4 horas para cada cliente.

A marca possui reputação 7, com a marcação de Bom. Além disso, 56.8% dos clientes voltariam a fazer negócio.

O Índice de solução foi de 80.8%, com a nota final do consumidor sendo 4.98.

Mercado Bitcoin

O Mercado Bitcoin recebeu 3710 reclamações, do quais respondeu 3639 (98.1% do total). O tempo médio para cada resposta foi de 17 dias e 11 horas.

A marca possui reputação de 7.4, considerada como Bom. Com isso, 65.3% dos clientes voltariam a fazer negócios.

As soluções geraram o índice 84.8%, e a empresa obteve a nota 5.04 dos consumidores.

Negocie Coins

A exchange Negocie Coins recebeu 70 reclamações, e respondeu todas com tempo médio de 22 horas.

A marca está com a reputação 9.3, que é indicada pelo Reclame AQUI como RA1000. Este é um selo de excelência do atendimento criado pelo site para empresas que cumprem vários requisitos.

Para finalizar, 92.5% dos clientes voltariam a fazer negócios com a empresa, com IS de 96.2% e nota dos consumidores de 8.42.

Conclusão

Em um mercado que luta pela criptoeconomia e que tem tudo a ver com transparência, o presente estudo se mostra relevante e necessário para reforçar índices do setor, e pontos fortes e fracos no atendimento das principais operações por volume e MarketShare.

Como pôde ser percebido, não colocamos as exchanges em um ranking de melhor ou pior, apenas listamos a realidade presente nos dados, de forma que os nossos leitores pudessem conhecer mais sobre o mercado de exchanges do Brasil, no quesito atendimento e suporte, e tirar as suas próprias conclusões.

Cabe o destaque adicional que o presente estudo não pretende denigrir a imagem de nenhuma das empresas mencionadas e nem explorar a segurança das operações, apenas os dados públicos do atendimento prestado aos clientes que tiveram problemas.

Além das exchanges citadas acima, o Brasil possui várias outras operações de criptomoedas que não foram citadas aqui por não estarem listadas no BitValor, mas que não impede que seja feita a busca por cada interessado em conhecer a realidade de alguma outra operação específica.

Incentivamos a todos do mercado de criptomoedas a manter o cenário o mais transparente e justo possível, e continuaremos a analisar as várias perspectivas que permeiam essa ideia.

Para finalizar, reforçamos que o estudo segue a análise dos dados presentes de forma pública no site Reclame Aqui até a data 01 de dezembro de 2018, e não reflete a opinião do autor e nem do Livecoins.

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