Relator propõe Reserva Soberana de Bitcoin no Brasil e fim do imposto cripto em parecer na Câmara

Atualização na tramitação vota pela aprovação do projeto na forma do substituto

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados recebeu na segunda-feira (9) um parecer histórico que pode redefinir a relação do Estado brasileiro com o bitcoin e as criptomoedas.

Isso porque, o deputado Luiz Gastão (PSD/CE), relator do Projeto de Lei 4.501/2024, apresentou um substitutivo que institui a Reserva Estratégica Soberana de Bitcoins (RESBit), e também propõe mudanças estruturais na fiscalização tributária, incluindo a revogação expressa da Instrução Normativa nº 1.888/2019 da Receita Federal, norma que obriga corretoras e investidores a reportarem todas as suas transações ao fisco.

O texto protocolado estabelece regras para a diversificação do Tesouro Nacional, autorizando o Poder Executivo a adquirir Bitcoin de forma gradativa até o limite de 5% das reservas internacionais do país. Vale lembrar que o autor do projeto é o deputado Eros Biondini (PL-MG), que tem atuado na defesa do mercado com a proposta.

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A proposta visa proteger a economia nacional contra flutuações cambiais e riscos geopolíticos, colocando o Brasil na vanguarda da adoção institucional ao lado de nações como El Salvador.

Além da formação de caixa em bitcoin, o projeto determina que a gestão desses ativos seja compartilhada entre o Banco Central e o Ministério da Fazenda, com a obrigatoriedade de uso de “carteiras frias” (cold wallets) para garantir a segurança cibernética dos fundos públicos.

Outro ponto que deve incentivar a adoção pelo mercado é a previsão de uso prático da moeda no cotidiano fiscal. O Artigo 8º do substitutivo autoriza explicitamente o pagamento de quaisquer tributos, encargos ou multas federais utilizando Bitcoin, com a conversão baseada no preço de mercado no momento da transação.

O texto dá um prazo de 12 meses após a sanção da lei para que a Receita Federal providencie a infraestrutura tecnológica necessária para receber esses pagamentos, sinalizando uma integração definitiva da moeda digital ao sistema de arrecadação estatal.

Reserva Estratégica Soberana: Bitcoin como política de Estado e lastro ao Drex

A criação da RESBit, conforme desenhada no projeto, posiciona o Bitcoin não mais como um ativo especulativo, mas como uma ferramenta de soberania monetária e lastro de valor. Em live na segunda, representante do Banco Central do Brasil declarou que o bitcoin falhou como moeda.

Ao propor que o bitcoin sirva inclusive como garantia para o Real Digital (Drex), contudo, o legislador reconhece as propriedades de escassez e segurança da rede como superiores ou complementares às reservas fiduciárias tradicionais, geralmente compostas por Dólar e Ouro.

A medida pode blindar o patrimônio público da inflação global e da desvalorização das moedas estatais.

O parecer técnico enfatiza a necessidade de transparência absoluta na condução dessa nova política econômica. Assim, o Banco Central seria obrigado a divulgar relatórios semestrais ao Congresso Nacional detalhando a custódia, as movimentações e o desempenho da carteira estatal.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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