Sertãozinho inicia discussão sobre criação de criptomoeda própria

Vista aérea da entrada da cidade de Sertãozinho no estado de São Paulo
Vista aérea da entrada da cidade de Sertãozinho no estado de São Paulo

No interior de São Paulo, o município de Sertãozinho inicia a discussão sobre criar uma criptomoeda própria no local. Com cerca de 130 mil habitantes, a proposta parte da Câmara de Vereadores, apresentada nos últimos dias.

O autor do requerimento ainda em fase inicial é José André Roberto Mazer, considerado na cidade o vereador com mais tempo de casa, atualmente em 11.º mandato.

De fato, o tema das criptomoedas atrai muitas pessoas para seu ecossistema, que exploram formas de entrar no mercado e explorar as vantagens da inovação.

Sertãozinho debate criar criptomoeda própria

Através de um requerimento aprovado pela Câmara de Vereadores de Sertãozinho, o vereador José André pediu que o prefeito Wilsinho informe melhor sobre como anda a situação das criptomoedas na cidade.

“Requer informações do Senhor Prefeito sobre quais medidas estão sendo adotadas pela Administração Municipal em relação ao advento das criptomoedas.”

Assim, o município que fica na região metropolitana de Ribeirão Preto, deverá ver uma resposta do executivo sobre o assunto em breve, podendo essa indicar o futuro da cidade em relação à inovação das moedas digitais.

Vale lembrar que no Brasil nenhuma cidade planeja construir sua própria criptomoeda publicamente ainda. Em São Paulo, por exemplo, há um debate que pode fazer com que a capital aceite criptomoedas como pagamento de impostos.

Essa mesma realidade está sendo vista no Rio de Janeiro, que além de aceitar como pagamento, poderá comprar criptomoedas como investimento do tesouro local.

Debate sobre criptomoedas municipais e o caso Miami

Como justificativa na apresentação do requerimento, o vereador disse que criptomoedas são um tipo de dinheiro. Esse entendimento difere do Banco Central do Brasil, que acredita que as criptomoedas são ativos especulativos.

De qualquer forma, como vê como dinheiro, com a diferença apenas de ser moedas digitais, o vereador pede que o prefeito analise o caso sobre a adoção da inovação.

“Assim, considerando a importância de estarmos atentos e preparados para essa nova era digital, importante saber como a Administração Pública está se preparando para lidar com as criptomoedas, inclusive, estudar a possibilidade de criar a criptomoeda sertanezina.”

Como é um requerimento ainda, não há oficialmente um projeto de lei para se criar uma criptomoeda própria, ainda que o debate local tenha começado. Isso certamente coloca Sertãozinho como um dos primeiros municípios brasileiros a buscar explorar oportunidades em um setor novo e crescente em todo o mundo.

Contudo, é importante que os prefeitos que considerem criar criptomoedas próprias se lembrem do caso da moeda de Miami, nos Estados Unidos. Isso porque, apesar da boa intenção de lançar sua própria versão da tecnologia, o preço da divisa local já caiu 90% desde a máxima.

Diferente de Miami, o país El Salvador adotou o bitcoin como moeda e, mesmo com quedas, não perdeu muito com a situação.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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