A Tether, emissora da maior stablecoin em Dólar USDT, anunciou nesta quinta-feira (12) a conquista do quarto lugar em uma competição global de inteligência artificial focada na tradução de sinais neurais para texto.
A divisão de tecnologia de fronteira da empresa, Tether EVO, superou mais de 460 participantes no desafio “Brain-to-Text ’25” da plataforma Kaggle e provou a eficácia de seus sistemas de interface cérebro-computador.
O resultado destaca a capacidade da companhia em processar dados complexos sem depender de grandes servidores centralizados ou comprometer a privacidade do usuário.
O desafio exigiu que os competidores convertessem 256 canais de atividade neural bruta em texto claro e fluente sem o uso de alinhamento temporal preciso.
A equipe da Tether EVO utilizou gravações de eletrocorticografia (ECoG) para decodificar sinais complexos e competir contra times de ciência de dados e instituições de pesquisa de ponta. O desempenho valida o sucesso da abordagem “local-first“, que prioriza a execução do processamento no próprio dispositivo em vez da nuvem.
Soberania sobre os pensamentos
A tecnologia desenvolvida pela Tether foca na robustez contra ruídos e na representação eficiente de dados neurais de alta dimensão. Essas escolhas de design refletem a estratégia de criar sistemas utilizáveis em ambientes com restrições de infraestrutura e latência.
A empresa busca provar que o raciocínio de alto desempenho dispensa o poder computacional massivo associado aos modelos das grandes empresas de tecnologia (Big Tech).
Paolo Ardoino, CEO da Tether, afirma que a próxima fronteira da evolução humana envolve o potencial da aprendizagem de máquina aliado à singularidade do cérebro.
Para o executivo, o controle total deve permanecer nas mãos do usuário e longe de datacenters centralizados capazes de acessar pensamentos íntimos.
A vitória técnica serve como prova de conceito para uma infraestrutura que busca empoderar a evolução humana e preservar a soberania individual.
A divisão Tether EVO dedica seus esforços à interseção entre biologia e inteligência de máquina com foco em neuropróteses e interfaces cérebro-computador.
O compromisso com a inteligência descentralizada garante que a tecnologia atue como ferramenta de liberdade em vez de mecanismo de controle.