Tráfego de corretoras despenca junto com o preço do Bitcoin

Das vinte exchanges de criptomoedas citadas no relatório do ICO Analytics, apenas duas tiveram crescimento no tráfego em junho, Bitfinex e bitFlyer. O motivo deste desinteresse pode ser o preço do Bitcoin e de outras criptomoedas, em forte queda nos últimos meses.

Criptomoedas Ripple, Ethereum e Bitcoin sobre teclado.
Criptomoedas Ripple, Ethereum e Bitcoin sobre teclado.

Como consequência da queda do Bitcoin e outras criptomoedas, as exchanges estão vendo seu tráfego seguir o mesmo caminho. Segundo dados do ICO Analytics, gigantes como Binance e Coinbase viram uma diminuição de 22% nos acessos mensais em junho.

Seguindo, até mesmo sites de informações como CoinMarketCap e CoinGecko estão seguindo esta tendência. Em outras palavras, as pessoas parecem menos interessadas em investir em criptomoedas devido ao péssimo desempenho nos últimos meses.

De qualquer forma, há pontos positivos neste cenário. Como exemplo, mais pessoas estão sacando suas moedas de exchanges para realizar a própria custódia de seus fundos, bem como é possível encontrar promoções de negociação com taxa zero.

Bitcoin em queda, tráfego em queda

Das vinte exchanges de criptomoedas citadas no relatório do ICO Analytics, apenas duas tiveram crescimento no tráfego em junho, Bitfinex e bitFlyer. O motivo deste desinteresse pode ser o preço do Bitcoin e de outras criptomoedas, em forte queda nos últimos meses.

As mais afetadas são as cinco maiores do mercado. Binance, Coinbase, FTX e KuCoin perderam entre 22 e 28% de seus acessos em junho, em relação a maio, após o Bitcoin cair de 30 para 20 mil dólares.

Tráfego de exchanges de criptomoedas em junho. Fonte: ICO Analytics.

Outros dados do SimilarWeb mostram que este efeito é global. A Binance, por exemplo, perdeu 25% de seus acessos da Turquia e da Rússia, e outros 22% do Brasil, quarto maior público da corretora.

Tráfego da Binance por país. Fonte: SimilarWeb.

Portanto, o inverno das criptomoedas parece ter expulsado os aventureiros que buscavam por lucros imediatos. Isso sem falar nas inúmeras empresas que declararam falência nos últimos meses.

Aprendizado dos tempos difíceis

Enquanto isso, quem sobreviveu a este inverno pode aproveitar o momento. Como exemplo, a Binance zerou as taxas de negociação em alguns pares, o que além de ajudar seus clientes de imediato também pode pressionar seus concorrentes a fazer o mesmo.

Seguindo, o Bitcoin que hoje está custando US$ 21.400 é o mesmo que estava US$ 69.000 em novembro. Sua tecnologia e apelo ainda são os mesmos, portanto, podemos considerar esta queda como um grande desconto para quem está pensando no longo prazo.

Por fim, o travamento de saques por diversas exchanges também fez com que mais investidores sacassem suas criptomoedas, mantendo-as em suas próprias carteiras. Ou seja, muitos aprenderam boas lições durante este último bear market.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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