
(Foto crédito/Gendarmaria Nacional Argentina)
O Ministério da Segurança Nacional da Argentina encerrou a segunda edição do Congresso Regional sobre Criminalística na sexta-feira (4). Essa cúpula sobre segurança estratégica ocorreu na cidade de Buenos Aires para atualizar as técnicas das forças armadas da Argentina.
A Gendarmaria Nacional Argentina (GNA) organizou os debates no Centro Cultural da Ciência ao longo de quatro dias seguidos. O órgão de segurança que cuida da segurança interna do país vizinho ao Brasil.
Assim, os militares e civis presentes discutiram novos desafios para a segurança pública perante o avanço dos crimes cibernéticos no país.
Os oficiais aprenderam sobre ferramentas de apuração forense para lidar com ilícitos estruturados com o apoio da inteligência artificial.
Durante as apresentações, os painéis abordaram métodos práticos para a coleta de evidências na repressão ao tráfico de drogas nas fronteiras.
O último dia do treinamento militar focou na perícia digital para o bloqueio de ativos em redes descentralizadas de valores. Especialistas convidados detalharam como os investigadores podem seguir as transações de bitcoin para sufocar o financiamento de facções criminosas.
A programação da manhã incluiu um debate técnico sobre a defesa adaptativa para proteger infraestruturas críticas contra ataques cibernéticos.
Outro tema em foco envolveu o papel das equipes de resposta a incidentes para resguardar os dados sigilosos do governo argentino.
Os palestrantes também debateram os riscos da tecnologia quântica para a integridade das provas nos processos penais.
Esse tipo de computação do futuro cria novos desafios para a justiça criminal validar a autenticidade dos arquivos digitais periciados.
As atividades da tarde trouxeram discussões amplas sobre as falhas atuais da apuração forense nas plataformas da internet. Os participantes analisaram a assimetria tecnológica das autoridades policiais em relação aos grupos criminosos munidos de equipamentos de ponta.
O evento de conclusão do congresso reuniu o alto comando da polícia e diversas autoridades da gestão nacional. A secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia, Adriana Baravalle, representou o quadro civil ao lado do subsecretário de Investigações Criminais Federais, Pablo Argibay Molina.
O diretor de Formação e Desenvolvimento Profissional, José Parisi, compôs a mesa diretora com outros líderes da corporação.
Para finalizar a fase de discursos, o comandante-geral do órgão policial, Claudio Miguel Brilloni, acompanhou a entrega dos certificados aos convidados.
Os comandantes Enzo Martín Duarte, Sergio Batista e Daniel Aníbal Vázquez representaram as áreas de inteligência e instrução criminal.
O chefe da polícia abordou a urgência de manter as equipes das forças armadas sob treinamento para prever ataques estruturados.
Brilloni destacou a necessidade de uma adoção consciente de novas tecnologias para antecipar ameaças da criminalidade no território nacional. O oficial defendeu a integração e a ajuda mútua entre os órgãos públicos para resolver cenários cada vez mais complexos.
As tropas de segurança precisam aposentar ferramentas obsoletas para garantir a eficácia total das investigações de rotina.
Desta forma, os organizadores entregaram prêmios aos agentes da corporação pelo compromisso com o preparo e a dedicação ao serviço policial.
As homenagens reforçaram o valor da capacitação constante para enfrentar o modelo intrincado de atuação do crime transnacional.
Os músicos da Banda Sinfônica da instituição apresentaram um repertório no auditório para concluir a programação do evento militar.