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Trezor passa por novo vazamento de dados, afetando 13.689 clientes, incluindo brasileiros

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A Trezor, uma das mais famosas fabricantes de carteiras de hardware do mercado, revelou na manhã desta quinta-feira (13) um vazamento de dados de 13.689 clientes. Dentre os países afetados estão EUA, Reino Unido, Suécia, Colômbia, Itália, Portugal e também o Brazil.

Em 2024, a empresa já havia alertado sobre outro vazamento de dados de mais de 66 mil clientes.

Devido à forte onda de ataques contra investidores de criptomoedas nos últimos anos, incluindo sequestros e invasões domiciliares, novos vazamentos são preocupantes devido às informações disponíveis à venda na internet.

Nomes completos, endereços, telefones e e-mails aparecem em novo vazamento da Trezor

Em nota compartilhada nas redes sociais, a Trezor informa que um de seus fornecedores de serviços de envio sofreu um vazamento de dados. Isso inclui pedidos recebidos entre 10 de maio de 2026 e 8 de agosto de 2026, uma janela de 90 dias.

“O incidente afeta novos clientes nos EUA, Reino Unido, Suécia, Colômbia, Brasil, Itália e Portugal que receberam um pedido nos 90 dias anteriores a 8 de agosto de 2026.”

Segundo a empresa, os dados expostos incluem nome completo, endereço de entrega, número de telefone e endereço de e-mail.

“O incidente afetou 11.742 clientes com exposição completa e 1.947 clientes com exposição parcial. A violação teve alcance limitado devido à rígida política da Trezor de armazenar dados por apenas 90 dias.”

Trezor reconhece vazamento de dados por parte de um parceiro de envios. Fonte: X.

A Trezor afirma que entrou em contato via e-mail com os clientes afetados. Indo além, também alerta para tentativas de ataques de phishing, notando que nunca se deve compartilhar o backup de sua carteira com ninguém.

No texto completo, disponível para leitura no blog da Trezor, a empresa revela que o vazamento partiu de um ataque à ShipMonk. “Se você não recebeu um e-mail de help@trezor.io, não foi afetado por essa violação de dados”, explica a empresa.

Finalizando, a empresa afirma que seus sistemas não foram comprometidos e os dispositivos da marca estão seguros, mas que clientes podem sofrer tentativas de phishing sofisticadas.

“Golpistas podem usar as informações vazadas para enviar e-mails falsos, fazer ligações fraudulentas, enviar cartas falsas ou até mesmo se passar por bancos, exchanges de criptomoedas ou pela própria Trezor.”

  • Desconfie de qualquer comunicação que exija uma ação imediata ou solicite informações pessoais.
  • Sempre confira o conteúdo de e-mails e sites com as comunicações oficiais da Trezor em suas redes sociais e em seu blog.
  • Nunca insira o backup da sua carteira em um site nem o compartilhe com ninguém.

Ataques físicos contra investidores seriam a maior preocupação

Embora a Trezor não cite a hipótese de esses dados serem usados por criminosos para orquestrar sequestros, invasões domiciliares e outros ataques físicos contra investidores de criptomoedas, a comunidade cripto vive um pesadelo nos últimos anos.

O pior cenário acontece na França, onde 56 casos públicos já foram registrados entre 2025 e 2026.

Recentemente, por exemplo, um casal teve sua casa invadida três vezes em um único mês após comprar o imóvel de um milionário das criptomoedas. Segundo especialistas, tais ataques estão ligados a vazamentos de dados tanto de empresas do setor quanto por agentes corruptos do governo.

Trezor explica como aumentar sua privacidade ao comprar uma carteira de hardware

Em seu blog, a Trezor explica que investidores possuem algumas opções para aumentar a sua privacidade na hora de comprar uma carteira da empresa.

Como exemplo, nota que os pedidos podem ser pagos em criptomoedas em vez de cartão de crédito e recomenda o uso de um e-mail anônimo que não esteja vinculado à sua identidade real.

Quanto ao endereço, a empresa recomenda o uso de uma caixa postal, em países onde isso é possível, mas nota que os dados podem ser armazenados por outros terceiros.

Finalizando, a empresa afirma estar planejando lançar um serviço de “entrega anônima” para os EUA e países da União Europeia até o final de 2026.

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Henrique HK

Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

Autor:
Henrique HK