A VanEck, gestora com US$ 181 bilhões em ativos sob gestão, publicou uma análise na última sexta-feira (8) explicando como o Bitcoin pode chegar a US$ 2,9 milhões por unidade em 2050.
Este seria o cenário base. No caso pessimista, a gestora aponta que o Bitcoin poderia chegar a somente US$ 130.000, acima do preço atual, mas perdendo para a inflação do dólar no período.
Já na previsão otimista, os analistas citam um sonhado preço de US$ 53,4 milhões. Isso deixaria o valor de mercado do Bitcoin em US$ 1,1 trilhão.
Bitcoin não precisa de nenhuma mágica para alcançar os US$ 2,9 milhões
Talvez devido a sua volatilidade, muitos olham para o Bitcoin como um investimento de longo prazo, de quatro anos para cima. No caso da VanEck, a gestora imaginou um alvo de 25 anos, ótimo para quem está pensando em aposentadoria ou herança.
Em seu cenário base, a VanEck aponta que o Bitcoin estará valendo US$ 2,9 milhões em 2050. E para isso não foi necessária nenhuma alta maluca, mas sim retornos compostos de somente 15% ao ano, algo perfeitamente possível.
“No nosso cenário base, projetamos que o Bitcoin alcançará US$ 2,9 milhões por moeda até 2050, o que implica uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 15% em relação aos níveis atuais.”

Detalhando sua projeção, a gestora diz esperar que o Bitcoin seja responsável por entre 5 a 10% do comércio internacional global e 5% do comércio doméstico até 2050.
Indo além, também cita a criptomoeda como uma reserva de valor por bancos centrais, principalmente pela deterioração da confiança sobre a dívida soberana do G7, que inclui EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá.
Na imagem acima também é possível ver dois outros cenários: um pessimista e outro otimista.
Em relação ao pessimista, os analistas apontam para uma valorização de somente 2% ao ano em relação ao preço atual.
“Mesmo em um cenário de estagnação em que a adoção pare, o ativo já precificou uma utilidade significativa”, destaca a VanEck.
Já o cenário otimista se transforma em um sonho para qualquer investidor, independente do tamanho de seus investimentos. Isso porque a gestora coloca um alvo de US$ 53,4 milhões por BTC.
“Em um cenário de “hiper-bitcoinização”, no qual o Bitcoin captura 20% do comércio internacional e 10% do PIB doméstico, o valor implícito por moeda poderia atingir US$ 53,4 milhões (CAGR de 29%). Esse cenário exige que o Bitcoin alcance paridade com o ouro ou o supere como principal ativo de reserva global, constituindo quase 30% dos ativos financeiros mundiais.”
Pequena alocação em Bitcoin pode significar grandes retornos e baixos riscos
Finalizando seu artigo, a VanEck relembra que uma pequena alocação de 3% em Bitcoin pode fazer uma grande diferença no portfólio de um investidor.
No caso de um investimento com 60% em ações e 40% em títulos, os ganhos históricos aparecem em 9,68% ao ano, mas sobem para 13,05% com uma pequena dose de Bitcoin. Já as quedas máximas ficam em 20,1% e 20,7%, respectivamente, mostrando que o risco não é tão grande quanto se pensa.
“Uma alocação de 3% em Bitcoin em um portfólio tradicional 60/40 historicamente gerou o maior retorno por unidade de risco.”


Para investidores com maior tolerância ao risco, a gestora aponta que alocações de até 20% em Bitcoin “historicamente melhoraram os índices de Sharpe, capturando o perfil único de retorno convexo do ativo”.