A Lemon, uma fintech cripto argentina, publicou um relatório sobre o estado da indústria de criptomoedas na América Latina no ano de 2025. Um dos destaques é o Brasil, citado diversas vezes ao longo do texto.
Como exemplo, os analistas citam que Brasil, Argentina e Venezuela estão com uma adoção a nível mundial, ao contrário dos outros 17 países da região. Indo além, o documento também aponta que o Brasil é líder na LATAM em termos de volume recebido de criptomoedas.
Outro ponto mencionado é o volume institucional, que disparou tanto no Brasil quanto no México, ao contrário da Argentina e Venezuela, onde as criptomoedas são mais usadas como proteção contra a inflação.
América Latina não é um bloco homogêneo, e a adoção varia de acordo com as condições de cada país, aponta relatório
Iniciando suas 73 páginas, a Lemon revela que a palavra cripto está perdendo espaço para outra: stablecoins. A previsão dos analistas é que, no futuro, enviaremos dinheiro a qualquer parte do mundo sem saber nada sobre criptomoedas.
“Hoje, a América Latina é protagonista dessa mudança, mas a região não é um bloco homogêneo.”
“Convivem economias distintas, marcos regulatórios diferentes e sistemas financeiros que, dependendo do país, estão mais ou menos conectados”, explica a Lemon. “Essa diversidade faz com que a adoção assuma diferentes formas dentro de uma mesma região e continua posicionando-a como um dos terrenos mais promissores para a inovação.”
No caso do Brasil, o relatório destaca que o país triplicou seu volume de criptomoedas recebidas e superou a Argentina. No total, a soma chega a US$ 318,8 bilhões.

Seguindo, aparece a adoção institucional do Bitcoin no Brasil e no México, dois países com regulações avançadas, ao contrário do que acontece em outras jurisdições.

Binance lidera em número de usuários na América Latina
A Binance, maior corretora cripto do mundo, aparece como a mais usada na região. Na sequência está a própria Lemon, seguida por Bitso, Belo e Coinbase. Mercado Bitcoin e Bybit completam a lista dos principais apps.

“Com um ecossistema regional cada vez mais consolidado, as criptomoedas deixaram de ser apenas uma reação a uma crise econômica e passaram a se tornar um fenômeno transversal na América Latina, começando a se consolidar como a base da nova infraestrutura financeira global.”
O relatório também aponta que o uso do Pix por argentinos em viagens ao país impulsionou um recorde de downloads de aplicativos de criptomoedas na Argentina. Isso porque os pagamentos eram feitos via sistema brasileiro, mas com conversões em cripto ocorrendo nos bastidores.

Peru e Argentina lideram crescimento das criptomoedas
Enquanto o crescimento da adoção das criptomoedas no Brasil fica em 3,18%, em terceiro lugar, a chegada de novos usuários é dominada por Peru (46,7%) e Argentina (45,3%). No total, foram 2,2 milhões de novos investidores.

O texto aponta que o principal motivo foi a compra de dólares digitais, que dobrou na Argentina devido ao uso do Pix mencionado acima, seguido por compras de Bitcoin (20%) e de altcoins (40%).
Por fim, os analistas dizem estar esperando uma forte onda de tokenização em 2026, notando que o Brasil já está liderando essas iniciativas na região.
