A Meta, operadora do Facebook e Instagram, está começando a pagar seus criadores de conteúdo com a stablecoin USDC. Segundo a Fortune, isso está sendo feita de forma discreta.
Os primeiros países a receberem a funcionalidade são Colômbia e Filipinas.
Essa não é a primeira vez que Mark Zuckerberg tenta entrar no setor de criptomoedas. Ainda em 2019, o Facebook tentou lançar uma moeda chamada Diem, mais tarde renomeada para Libra, mas o projeto foi abandonado por questões regulatórias.
Meta volta a testar soluções com criptomoedas em suas redes sociais
Somados, Facebook e Instagram alcançam perto de 5 bilhões de usuários mensais. Portanto, a integração de pagamentos em stablecoins para criadores de conteúdos dessas redes pode acelerar ainda mais a adoção das criptomoedas.
Em conversa com a Fortune, um porta-voz da Meta afirmou que eles estão “buscando oferecer os métodos de pagamento mais relevantes”.
“Por isso, estamos explorando como stablecoins podem fazer parte do nosso conjunto de opções.”
Enquanto a Indonésia aparece entre os 10 países com a maior adoção de criptomoedas em um ranking publicado pela Chainalysis em 2025, a Colômbia aparece na 37ª posição do mesmo estudo. A Meta, no entanto, não explicou os motivos da escolha inicial dos dois países.
Os pagamentos em USDC estarão disponíveis nas redes Solana e Polygon, ambas famosas por transações rápidas e baratas. Isso pode explicar porque a empresa está testando essas soluções alternativas, afinal, elas oferecem redução de custos e uma melhor experiência para o usuário.
Somado a isso, a empresa também fechou uma parceria com a Stripe com foco em relatórios fiscais. Ainda em março, fontes apontaram que essa aliança também poderia trazer pagamentos de criptomoedas ao WhatsApp.
Já a conversão de USDC em moedas locais fica dependente do próprio usuário, que poderá utilizar corretoras locais ou outras soluções.
O retorno do Facebook pode ser visto como um reflexo de uma regulação menos apertada sobre o setor de criptomoedas, especialmente nos EUA após a aprovação do Genius Act por Donald Trump.
Além dessa gigante, outras empresas famosas do setor tradicional também estão acelerando o passo. Um dos principais exemplos é a Western Union, que planeja lançar sua própria stablecoin em maio.
