A Strategy, maior empresa de tesouraria de Bitcoin do mundo, anunciou nesta segunda-feira (13) a compra de mais US$ 1 bilhão na criptomoeda. O dinheiro foi levantado através da STRC, ação preferencial que está atraindo investidores por conta de seus rendimentos.
Esta foi a 106ª compra da Strategy desde que ela começou a acumular bitcoins em agosto de 2020. Apesar da cifra de 10 dígitos, esse foi somente o 21º maior aporte feito pela empresa.
No momento desta redação, o Bitcoin é negociado na faixa dos US$ 71.100.
Strategy capta US$ 1 bilhão com STRC e compra tudo em Bitcoin
Como faz quase todas as segundas-feiras, Michael Saylor foi às suas redes sociais para anunciar mais uma compra de Bitcoin feita por sua empresa, a Strategy.
“A Strategy adquiriu 13.927 BTC por aproximadamente US$ 1,00 bilhão, por cerca de US$ 71.902 por bitcoin, e alcançou um rendimento de BTC de 5,6% no acumulado de 2026. Em 12/04/2026, mantemos 780.897 BTC adquiridos por aproximadamente US$ 59,02 bilhões, a cerca de US$ 75.577 por bitcoin. $MSTR $STRC”

Como comparação, essa quantia é maior que todas as reservas da Strive, que mantém a 9ª maior reserva de Bitcoin dentre empresas públicas.
O segredo da Strategy para captar tanto dinheiro possui quatro letras: STRC. Trata-se de uma ação preferencial que paga 11,5% ao ano, o que acaba atraindo investidores.
A ideia de Saylor é que o preço do Bitcoin terá um crescimento anual superior a esta porcentagem. Para o curto prazo, eles criaram uma reserva em dólar para cobrir estes dividendos, assim não ficam pressionados pela volatilidade da criptomoeda.
Segundo documento enviado à SEC, 100% desse último aporte foi feito com o dinheiro levantado via STRC.

Bitcoin se mantém acima dos US$ 70.000, mas mercado ainda não está confiante
Defensores do Bitcoin destacaram que a criptomoeda está superando outros ativos desde o início dos conflitos no Oriente Médio.
Embora EUA e Irã não tenham alcançado um acordo de cessar-fogo, o Bitcoin continua acima dos US$ 70.000, faixa de preço que pode ser interpretada como uma zona de suporte.
“O mercado cripto atravessou a semana com dinâmica típica de transição, combinando tentativa de continuidade da alta com perda de força nas regiões mais elevadas de preço”, comenta Sarah Uska, analista de criptoativos. “O Bitcoin chegou a testar a faixa de US$ 72 mil, mas voltou a se acomodar próximo de US$ 70 mil, em um movimento que reflete não apenas realização de curto prazo, mas também sensibilidade a eventos recentes, como a escalada de tensões no Oriente Médio e a alta do petróleo, que avançou cerca de 8% após riscos envolvendo o Estreito de Hormuz.”
“Esse tipo de choque externo tende a deslocar capital para posições mais defensivas no curto prazo, o que ajuda a explicar a incapacidade do BTC de sustentar os níveis mais altos mesmo com fluxo institucional presente.”

Por fim, os aportes semanais da Strategy contribuem tanto para o próprio preço do Bitcoin quanto para o sentimento de outros investidores.
“O sentimento também evoluiu, mas ainda sem convicção. O índice de medo e ganância saiu de 35 na semana passada para 42, entrando em zona neutra após ter marcado 30 no mês anterior, o que indica redução do estresse, mas não aponta para euforia”, destaca Uska.

