Kevin O’Leary, astro do Shark Tank, deixou o Bitcoin de lado para falar sobre stablecoins em tuíte publicado nesta semana. Segundo o investidor, esses dólares digitais são uma evolução do dinheiro.
Também nesta semana, seu colega de Shark Tank, Mark Cuban, revelou ter vendido quase todos os seus bitcoins, dizendo estar decepcionado com o desempenho da criptomoeda.
Enquanto o Bitcoin possui um valor de mercado de US$ 1,5 trilhão, as stablecoins estão avaliadas em cerca de US$ 325 bilhões, com destaque para Tether (USDT) e USDCoin (USDC), as duas maiores do setor.
Astro do Shark Tank volta a falar sobre criptomoedas
Em abril, Kevin O’Leary revelou que vendeu 27 criptomoedas que tinha em seu portfólio. Sua justificativa é que é possível obter uma exposição quase completa do mercado cripto com apenas duas moedas: Bitcoin e Ethereum.
Na última segunda-feira (18), o investidor deixou o Bitcoin de lado para focar nas stablecoins, uma classe de ativos que ele enxerga como sendo o futuro das finanças.
“Vamos separar o Bitcoin, que é um ativo especulativo. Alguns o chamam de ouro digital, mas seu preço sobe e desce e ele é volátil. Vamos separar isso das stablecoins, que são um produto muito interessante para serviços financeiros”, iniciou O’Leary.
“As stablecoins têm valor porque são lastreadas em títulos do Tesouro dos EUA. Assim, cada stablecoin é lastreada por dinheiro em caixa ou por um T-bill com vencimento inferior a 92 dias. O grande benefício é que você pode transferi-las em segundos, não em dias. Se você utiliza o FedWire ou os sistemas bancários de transferência, às vezes o dinheiro se perde, leva três dias e é muito caro. Com stablecoins, você basicamente acelera a transferência para cerca de um segundo e meio, pagando uma fração da taxa, e ainda fica lastreado no dólar americano. Por que não quereríamos isso?”
Conforme os EUA estão indo contra a digitalização do dólar por iniciativa pública, hoje as stablecoins privadas ofereceriam uma agilidade similar a do Pix para o real brasileiro.
Em vídeo, o investidor revela que foi um dos primeiros acionistas da Circle, emissora da stablecoin USDC, justamente por acreditar nessa solução.

O’Leary também se mostrou animado com o uso de blockchain por empresas, algo que ainda não aconteceu
Seguindo seu tuíte, Kevin O’Leary também diz ver um grande futuro no uso da tecnologia blockchain para outras aplicações. No entanto, aponta ser difícil saber quem será o vencedor dessa corrida.
“Existe uma grande oportunidade aí fora, e eu ainda não sei quem vai vencer, mas há 12 anos falamos de levar o S&P 500 para a blockchain para análise de contratos, gestão de inventário e logística, o que tudo vai acontecer, mas ninguém sabe em qual blockchain eles vão se padronizar.”
“Então, se uma delas emergir, e a forma de saber que ela emergiu é ter pelo menos uma empresa em cada um dos 11 setores da economia padronizando nessa blockchain”, finaliza o astro do Shark Tank.
Atualmente, a concorrência do setor de criptomoedas focadas em contratos inteligentes é gigante. Enquanto algumas focam em escalabilidade, outras prezam pela segurança.
A escolha de qual é a mais apropriada será feita pelo mercado. No entanto, também é possível que isso nunca aconteça, visto que soluções centralizadas podem oferecer custos mais baixos e maior privacidade, dentre outros pontos, para determinadas aplicações que não necessitam dessa tecnologia.
