Maior corretora de criptomoedas do mundo cedeu para a regulação? Vai pesar o mercado?

Em suma, cada país (ou região) possui suas próprias regras, portanto, se a Binance não segui-las, vai enfrentar problemas.

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Binance Flag. Imagem: ShutterStock
Binance Flag. Imagem: ShutterStock

A vida não está nada fácil para a Binance:

Afinal, a exchange como conhecemos vai acabar?

Não exatamente. O volume diário da Binance não deve sofrer impacto, pois grande parte é feita por arbitradores e baleias, que sabem contornar essas restrições através de conta PJ em paraísos fiscais.

Uma das grandes “facilidades” da exchange era o limite alto de saques sem KYC. De fato, ainda restam OKEx, Kucoin, e Bybit, porém são consideradas menos “seguras” que a líder.

Como sempre, o grande prejudicado é o pequeno e médio investidor, que fica obrigado a expor dados pessoais sensíveis para continuar utilizando a exchange.

Por que Binance cedeu para os reguladores?

Mesmo que CZ diga que a Binance não possui sede física, os reguladores locais não querem saber disso.

Na Inglaterra é proibido oferecer alavancagem acima de 30x, além da liquidação forçada ter que ocorrer antes de zerar todo saldo do cliente. Além disso, é obrigatório informar qual percentual dos clientes perdeu dinheiro no produto.

Em suma, cada país (ou região) possui suas próprias regras, portanto, se a Binance não segui-las, vai enfrentar problemas.

Isso pode afetar os parceiros locais (gateways) de pagamento em moeda fiduciária, gerar multas, e eventualmente processos que vão aos poucos inviabilizar a operação como um todo.

Alguma exchange está “salva”?

Não. Mesmo a Coinbase, que já pagou uma multa de U$ 6,5 milhões por Charlie Lee ter manipulado preço e volume do Litecoin, está sendo investigada em outros casos.

Enquanto não existir uma regulação pro setor, a dúvida fica no ar.

As incertezas envolvem a atuação dos formadores de mercado (internos ou parceiros), venda de informação para grandes arbitradores, criptos que na verdade são valores mobiliários, instabilidade de sistemas em horários de pico, entre outros.

A regulação será “ruim” pro setor?

Olha, com certeza vai trazer restrições, já que hoje, na teoria, qualquer coisa é permitida. No entanto, só o fato de definir limites e regras torna o setor mais atrativo.

Novos tokens podem ser criados e ofertados dentro da lei, assim como abre as portas para empresas e investidores que antes evitavam a “zona cinzenta”. Em resumo, no final será positivo.

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Marcel Pechman
Marcel Pechman é trader e analista de criptomoedas desde 2017. Atuou como trader por 18 anos nos bancos UBS, Deutsche e Safra. Além de YouTuber em seu canal RadarBTC, foi reconhecido em diversas premiações como um dos maiores interlocutores do Bitcoin do país. Maximalista convicto, acredita na falência da moeda fiduciária, aquela emitida por governos.
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