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Binance movimenta US$ 34 trilhões em 2025 e registra avanço histórico da adoção institucional

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A Binance publicou o relatório “State of the Blockchain 2025 – Year in Review”, um documento extenso que consolida dados operacionais, métricas de mercado e avanços institucionais ao longo do ano.

O material descreve um ecossistema cripto que entrou em uma nova fase de maturidade, marcada por liquidez profunda, adoção crescente do Web3, integração institucional em escala e resultados mensuráveis em segurança, conformidade e proteção ao usuário.

Segundo a Binance, 2025 foi um ano simbólico por combinar dois marcos quase simultâneos: a obtenção de autorização completa sob o rigoroso arcabouço regulatório do Abu Dhabi Global Market (ADGM) e a superação da marca de 300 milhões de usuários registrados globalmente. Para a empresa, esses dois eventos sintetizam a direção do setor: crescimento sustentado por infraestrutura regulada e uso real por centenas de milhões de pessoas.

Liquidez como base estrutural do mercado cripto

O relatório aponta que a liquidez segue sendo o eixo central da atuação da Binance. Em 2025, a plataforma registrou US$ 34 trilhões negociados em todos os produtos, consolidando-se como o principal polo de negociação do mercado global de criptomoedas. Apenas no segmento à vista, o volume superou US$ 7,1 trilhões, com ganho de participação relativa frente a concorrentes, mesmo em um ambiente mais maduro e competitivo.

Liquidez mercado cripto 2025 State of the Blockchain 2025

No acumulado histórico, a Binance atingiu US$ 145 trilhões em volume total negociado, um número que, segundo o relatório, reflete não apenas escala, mas também consistência ao longo de diferentes ciclos de mercado. O volume médio diário em todos os produtos cresceu 18% em 2025, indicando aumento de atividade mesmo fora de períodos de euforia extrema.

A expansão da liquidez foi acompanhada por um aumento na amplitude do mercado. A Binance encerrou o ano com 490 moedas listadas no mercado à vista, crescimento de 14%, e 1.889 pares de negociação, alta de 18%. A empresa afirma que a estratégia de listagens priorizou projetos com qualidade técnica e liquidez sustentável, mantendo padrões rigorosos mesmo com a ampliação do portfólio.

De acordo com dados citados no relatório, durante períodos de maior estresse ou volatilidade, a participação da Binance no volume global de negociação de Bitcoin e Ethereum variou entre um terço e quase metade do total, reforçando o papel da plataforma como destino preferencial quando os usuários buscam profundidade de book e execução confiável.

Alpha 2.0 e a transformação da descoberta Web3

Um dos capítulos centrais do relatório é dedicado ao Binance Alpha 2.0, definido como uma nova camada de descoberta Web3 integrada diretamente à experiência da corretora. Lançado em 2025, o Alpha permitiu que usuários participassem de lançamentos on-chain, campanhas de pontos e airdrops sem abrir mão da infraestrutura, velocidade e usabilidade de uma plataforma centralizada.

Ao longo do ano, o Alpha 2.0 ultrapassou US$ 1 trilhão em volume de negociação, incorporou mais de 17 milhões de usuários e distribuiu US$ 782 milhões em recompensas por meio de 254 airdrops. Em determinados momentos, a atividade registrada apenas no Alpha rivalizou ou superou o volume diário de grandes exchanges centralizadas fora do ecossistema Binance.

O crescimento acelerado exigiu controles adicionais. O relatório informa que os sistemas de risco da Binance bloquearam cerca de 270 mil participantes desonestos que tentaram manipular campanhas de recompensas. Segundo a empresa, essa atuação foi fundamental para preservar a integridade das distribuições e garantir que os incentivos alcançassem usuários reais, e não redes automatizadas.

Para a Binance, o Alpha ilustra uma mudança conceitual: “negociar em uma exchange” deixa de significar apenas enviar ordens a um livro de ofertas e passa a incluir descoberta de ecossistemas, participação antecipada em projetos e transição fluida entre ambientes centralizados e on-chain.

Confiança operacional e resultados mensuráveis

No eixo de confiança, conformidade e proteção ao usuário, o relatório enfatiza dados concretos. Desde 2023, a Binance afirma ter alcançado uma redução de 96% na exposição direta a categorias relevantes de fundos ilícitos, mesmo com o crescimento expressivo dos volumes processados.

Em 2025, os controles antifraude e de risco da plataforma evitaram US$ 6,69 bilhões em perdas potenciais relacionadas a golpes e fraudes, protegendo 5,4 milhões de usuários. Além disso, equipes dedicadas auxiliaram mais de 50 mil vítimas na recuperação de cerca de US$ 11,7 milhões.

Regulação binance ao redor do mundo

A cooperação com autoridades também aparece como pilar central da estratégia. O relatório aponta que a Binance processou mais de 71 mil solicitações de autoridades policiais, colaborando para a apreensão de aproximadamente US$ 131 milhões ligados a atividades ilícitas. Em paralelo, foram realizados mais de 160 treinamentos para forças de segurança em diferentes países.

Outro ponto de destaque é a Prova de Reservas (Proof of Reserves), que verificou US$ 162,8 bilhões em saldos de usuários, cobrindo 45 ativos, um aumento de 32% em relação ao ano anterior. A Binance também menciona 29 certificações internacionais, incluindo padrões ISO voltados à segurança da informação, privacidade, continuidade de negócios e governança de inteligência artificial.

Inteligência artificial como infraestrutura crítica

O relatório descreve 2025 como o ano em que a inteligência artificial deixou de ser experimental e passou a integrar o núcleo operacional da Binance. Foram registradas mais de 24 iniciativas de IA na área de compliance e mais de 100 modelos de IA dedicados a controles antifraude e antigolpes.

Esses sistemas passaram a responder por mais de 80% das decisões automatizadas de risco e auxiliaram cerca de 45% dos fluxos de revisão humana, segundo o documento. O objetivo, de acordo com a empresa, foi ampliar a capacidade de detecção de padrões complexos sem aumentar fricções desnecessárias para usuários legítimos.

Do lado do usuário final, 3,2 milhões de pessoas utilizaram ferramentas de resumo baseadas em IA, que condensam informações sobre fundamentos, riscos e sentimento de mercado de ativos listados. A proposta é reduzir a assimetria de informação e permitir decisões mais informadas, sem transformar a plataforma em um ambiente excessivamente técnico.

Integração institucional em escala

O relatório dedica um capítulo inteiro à atuação institucional, afirmando que a fase de experimentação ficou para trás. Em 2025, o volume de negociações institucionais na Binance cresceu 21% ano a ano, enquanto o segmento VIP avançou 18%. O destaque foi o mercado OTC fiduciário, que registrou crescimento de 210%.

Um dos avanços estruturais citados é o uso de colateral tokenizado em produção, com aceitação de fundos tokenizados dentro de frameworks institucionais. O relatório cita exemplos como o BUIDL, sinalizando maior integração entre ativos do mundo tradicional e infraestrutura cripto.

A Binance também reforçou sua atuação como provedora de infraestrutura modular, oferecendo soluções de Crypto-as-a-Service (CaaS), contas de fundos, liquidação fora da exchange e serviços de execução para grandes volumes, aproximando-se do modelo de plataformas de mercado tradicionais.

Binance numbers 2025

Pagamentos, stablecoins e cripto no cotidiano

No uso cotidiano, os dados mostram aceleração consistente. O volume fiduciário e P2P cresceu 38% em 2025, impulsionado por novas licenças, expansão de trilhos de pagamento locais e maior integração com parceiros globais.

O Binance Pay registrou crescimento de 30% no número de usuários e expandiu sua aceitação para mais de 20 milhões de comerciantes no mundo. Desde o lançamento, em 2021, o serviço já processou mais de US$ 280 bilhões em transações cumulativas.

Um dado relevante destacado no relatório é que mais de 98% dos pagamentos B2C em 2025 foram liquidados em stablecoins, indicando que esses ativos estão se consolidando como unidade de pagamento padrão dentro do comércio cripto. Além disso, 73% dos clientes ativos realizaram transações repetidas em redes fiduciárias, sugerindo retenção e uso recorrente.

No segmento de produtos de ganhos, o Binance Earn distribuiu US$ 1,2 bilhão em recompensas em 2025, reforçando o papel da plataforma como uma camada financeira mais ampla, além da simples negociação.

Comunidade, educação e impacto social

O relatório também dedica espaço significativo à comunidade. Em 2025, a Binance promoveu 1.026 eventos presenciais e virtuais, reunindo mais de 3,7 milhões de participantes. O Binance Square ultrapassou 3 milhões de criadores, recebeu 130 milhões de visitantes e contou com mais de 850 mil criadores no programa Write to Earn.

No campo social, a Binance Charity doou cerca de US$ 5 milhões ao longo do ano, beneficiando 270.257 pessoas, com foco em educação financeira e inclusão digital.

Um retrato de maturidade do setor

Em conjunto, o State of the Blockchain 2025 descreve um mercado cripto que cresce não apenas em volume, mas em verificabilidade, governança e integração com o sistema financeiro global. Os dados de liquidez, adoção do Web3, participação institucional e redução de ilícitos apontam para um ecossistema mais estruturado, no qual a confiança passa a ser sustentada por métricas, auditorias e resultados operacionais.

Para a Binance, o relatório indica que a evolução do setor não depende apenas de inovação tecnológica, mas da capacidade de operar em larga escala com transparência, segurança e utilidade prática para usuários, empresas e instituições.

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Bruno Costa

Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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