Bitcoin em queda: entenda os motivos

China

Gráfico de preço do Bitcoin em queda cotação despenca caiu porque hoje
Gráfico de preço do Bitcoin em queda

A China está vivendo uma crise imobiliária que há poucos dias se intensificou devido a uma de suas maiores incorporadoras, a China Evergrande, começar a dar calote no pagamento de empréstimos.

Esse fator por si só já havia abalado os mercados financeiros do mundo inteiro, fazendo com que as criptomoedas perdessem cerca de 2 trilhões de reais em valor de mercado, bem como derrubando bolsas do mundo inteiro.

Hoje chegamos a mais um capítulo desta história, com um novo banimento das criptomoedas por parte da China, que agora proíbe que seus cidadãos negociem criptomoedas como o Bitcoin.

China bane criptomoedas

Esta não é a primeira vez que a China bane as criptomoedas de seu país, na verdade é a 9ª. E como sempre o mercado reage rápido a esta notícia, afinal a China é o país mais populoso do mundo e essas leis podem não apenas retirar muitas pessoas do criptomercado como também influenciar outros países.

No início desta semana, a China já havia intensificado a procura por mineradores ilegais no país. A operação contou com vários órgãos estatais, usando a desculpa de que a mineração estava “afetando o desenvolvimento econômico e social“.

A medida da China de proibir a negociação de Bitcoin e outras criptomoedas, divulgada nesta sexta-feira, parece ser uma medida preventiva para que seus cidadãos não vendam a moeda local para fugir da inflação.

Também neste documento, estão a proibição de aceitação de criptomoedas pelo comércio local e quaisquer outras atividades online relacionadas a elas, seja de forma local ou internacional. Resultando em “repreensão severa” a quem descumprir estas ordens.

Devido a crise imobiliária chinesa, o Banco Central da China começou a imprimir bilhões de yuans por dia e qualquer pessoa que entenda de economia faria o óbvio: se desfazer de seus CNY, provavelmente comprando BTC já que é uma moeda global que, por regras matemáticas pré-definidas, não pode imprimir novas moedas a um ritmo descontrolado.

Outra potência mundial, os EUA

Enquanto a China bate o martelo e toma decisões baseadas em defender a fuga de capital e desvalorização de sua moeda, a maior potência econômica mundial, os EUA, estão trabalhando com empresas do setor de criptomoedas para tentar criar um conjunto de leis que beneficie ambos os lados.

Apesar dos EUA estar tentando regulamentar alguns setores da indústria, principalmente o mercado de finanças descentralizadas (DeFi) e stablecoins, é notável a diferença da abordagem entre os dois países. Enquanto os EUA parece entender a evolução tecnológica que estamos vivendo, a China parece estar um século atrasada.

Como humanidade, nos resta fazer uma simples escolha: lutar pela liberdade de escolha ou viver sob regimes que nunca nos levaram a um final feliz.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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