As eleições presidenciais do Peru em 2026 definiram os nomes para a disputa do segundo turno na sexta-feira (15), com Keiko Fujimori e Roberto Sánchez avançando na corrida eleitoral após uma apuração apertada.
Contudo, um dos candidatos eliminados atraiu a atenção de diversos investidores de criptomoedas. Rafael López Aliaga planejava criar uma criptomoeda com lastro em ouro para tentar impulsionar a economia local, mas segundo as apurações nacionais ele ficou em terceiro lugar e não disputará o segundo turno.
Desta forma, a derrota do empresário nas urnas interrompe o sonho de colocar a nação andina no radar cripto, após suas promessas feitas em campanha.
Promessa de criptomoeda nacional sofre revés nas eleições
Aliaga apresentou seu projeto financeiro para o país durante uma conferência com líderes empresariais de vários setores. O político de direita defendeu na época que o clima frio e a altitude peruanos favorecem a mineração destas moedas.
Um recurso oficial e regulado pelo governo funcionaria como um ímã para atrair capital estrangeiro ao território sul-americano. O líder do partido Renovação Popular também desejava explorar reservas de lítio na região de Puno com gestão privada.
Além disso, a pauta do candidato derrotado abrigava a meta de impulsionar a exportação de baterias e de veículos elétricos pelo estado.
O projeto central do ex-prefeito de Lima contemplava um programa de socorro de faturas de cartões de crédito para ajudar cidadãos endividados. O Banco da Nação lideraria este esforço governamental com a oferta de taxas reduzidas e prazos longos de pagamento.
A equipe econômica do partido elaborou incentivos para a área de moradia popular e para o setor imobiliário privado. Investidores de outros países receberiam permissão de residência permanente em troca da aquisição de casas e apartamentos novos.
Tais medidas focavam no aquecimento do mercado de trabalho por meio do apoio às cooperativas e incentivo estrutural para novos negócios, como informado pelo Infobae em 2025.
Acusações e protestos marcam desfecho do primeiro turno
Fujimori, filha do polêmico ex-presidente Alberto Fujimori, assegurou a primeira colocação do pleito nacional com uma fatia de 17,1% da preferência popular. Ela disputará pela quinta vez o segundo turno das eleições nacionais, embora nunca tenha ganhado para presidente.
Seu rival nas urnas é Sánchez, que obteve 12% dos votos e superou Aliaga por uma diferença estimada de 20 mil eleitores peruanos.

Superado por uma margem estreita de votos, o empresário conservador decidiu contestar o processo democrático de apuração. O candidato reuniu simpatizantes nas ruas de Lima para exigir a anulação de todos os números divulgados pelas autoridades federais.
O que acontece agora na disputa peruana?
O Júri Nacional de Eleições (JNE) lida com grande pressão política para oficializar os resultados desta etapa inicial da votação, e marcou para o domingo (17) a divulgação oficial. O órgão responsável pela lisura do sistema precisa confirmar a lista de nomes aprovados para o embate final.
Por sua vez, o idealizador da criptomoeda peruana cobra a realização de um novo pleito popular no curto prazo de 48 horas e defende o processo democrático do país. O opositor recusa o reconhecimento de sua eliminação da disputa e acusa seus oponentes diretos de promover trapaças contra a sua campanha.
Vale lembrar que a eleição peruana de 2026 demorou mais de um mês para ter seu resultado oficial, o que levantou rumores da oposição para possíveis fraudes.
